Naloxona | AnesBase
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Revisão parcial

Opioides

Naloxona

Antagonista competitivo de receptores opioides

Nome comercial cadastrado: Narcan® (referência internacional; formulações variam)

IMINIV
DosesMecanismoPK/PDEfeitosDiluiçãoInfusãoAjustesAlertasReferências

01 · Depressão opioide após cirurgia

Reversão pós-operatória — adulto
Fonte: DailyMed — Naloxona 2026

Faixa prática

Incrementos de 0,1–0,2 mg IV a cada 2–3 minutos até ventilação e alerta adequados, evitando dor ou desconforto significativos.

DailyMed — Naloxona 2026

Incrementos de 0,1–0,2 mg IV a cada 2–3 minutos até ventilação e alerta adequados, evitando dor ou desconforto significativos.

A cada 2–3 min conforme resposta

  • Doses maiores que o necessário podem reverter analgesia e aumentar pressão arterial.
Calculadora

Resultado calculado

0,1–0,2 mg

Com os valores informados localmente

02 · Emergência por opioide

Intoxicação conhecida ou suspeita — adulto
Fonte: DailyMed — Naloxona 2026

Faixa prática

Dose inicial de 0,4–2 mg IV; repetir a cada 2–3 minutos se a resposta respiratória for inadequada. Se não houver resposta após 10 mg cumulativos, questionar causa opioide ou parcialmente opioide.

DailyMed — Naloxona 2026

Dose inicial de 0,4–2 mg IV; repetir a cada 2–3 minutos se a resposta respiratória for inadequada. Se não houver resposta após 10 mg cumulativos, questionar causa opioide ou parcialmente opioide.

A cada 2–3 min se necessário

  • IM ou SC podem ser usadas quando acesso IV não estiver disponível.
  • Suporte ventilatório não deve esperar a resposta ao antagonista.
Calculadora

Resultado calculado

0,4–2 mg

Com os valores informados localmente

03 · Emergência pediátrica por opioide

Intoxicação conhecida ou suspeita — pediatria
Fonte: DailyMed — Naloxona 2026

Faixa prática

Dose inicial de 0,01 mg/kg IV; se a resposta for insuficiente, pode ser administrada dose subsequente de 0,1 mg/kg.

DailyMed — Naloxona 2026

Dose inicial de 0,01 mg/kg IV; se a resposta for insuficiente, pode ser administrada dose subsequente de 0,1 mg/kg.

Reavaliar após a dose inicial

  • IM ou SC em doses divididas quando a via IV não estiver disponível.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mg/kg × peso = dose em mg

04 · Depressão opioide pós-operatória

Reversão pós-operatória — pediatria
Fonte: DailyMed — Naloxona 2026

Faixa prática

Incrementos de 0,005–0,01 mg IV a cada 2–3 minutos até o grau desejado de reversão.

DailyMed — Naloxona 2026

Incrementos de 0,005–0,01 mg IV a cada 2–3 minutos até o grau desejado de reversão.

A cada 2–3 min conforme resposta

  • Titular à ventilação e ao estado de alerta.
Calculadora

Resultado calculado

0,005–0,01 mg

Com os valores informados localmente

05 · Regime neonatal da rotulagem

Depressão induzida por opioide — neonato
Fonte: DailyMed — Naloxona 2026

Faixa prática

Dose inicial de 0,01 mg/kg IV, IM ou SC; pode ser repetida conforme as orientações de reversão pós-operatória.

DailyMed — Naloxona 2026

Dose inicial de 0,01 mg/kg IV, IM ou SC; pode ser repetida conforme as orientações de reversão pós-operatória.

Repetir conforme resposta e protocolo

  • Avaliar dependência materna e risco de retirada neonatal.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mg/kg × peso = dose em mg

Mecanismo em movimento

Do alvo ao efeito de Naloxona.

A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.

Ir para conteúdo
OpioideReceptor μGi/oAntinocicepçãoOpioideReceptor μGi/oAntinocicepção
01

receptor

μ-opioide ou benzodiazepínico

reversão da sinalização do agonista

02

Transdução

O sinal muda

Bloqueio da sinalização do agonista

03

Efeito clínico

Reversão parcial ou completa de sedação/depressão específica

Antagoniza competitivamente o alvo do agonista e pode reverter parte de seus efeitos.

04

Mesmo mecanismo, outro contexto

Benefício e risco coexistem

Síndrome de abstinência

Revisado e publicadoMiller + Barash

Mecanismo de ação

Antagoniza competitivamente o alvo do agonista e pode reverter parte de seus efeitos.

DosesAlertasComparar mecanismos
AlvoReceptor μ
TransduçãoGi/o
Resultado↓ Nocicepção
Diagrama esquemático original; não representa escala anatômica ou molecular.
Alvo e mecanismo primário

Antagonismo competitivo receptor-específico, com duração dependente da relação entre antagonista e agonista.

receptor

μ-opioide ou benzodiazepínico · antagonista competitivo

reversão da sinalização do agonista. Reversão parcial ou completa de sedação/depressão específica

Vias e sítios de ação
Alertas de segurança ligados ao mecanismo
  • A recorrência é possível quando o agonista dura mais que o antagonista.

Referências do mecanismo

2 referênciasMillerBarash
Efeitos clínicos por sistema

Cardiovascular

Bula oficial

Reversão abrupta pode causar hipertensão, taquicardia, arritmias, edema pulmonar e resposta simpática, sobretudo em pacientes vulneráveis.

Warnings; adverse reactions

Respiratório

Bula oficial

Restaura ventilação quando depressão é opioide, mas não substitui abertura de via aérea e ventilação. Nova depressão pode ocorrer após o efeito terminar.

Clinical pharmacology; dosage

Neurológico / SNC

Bula oficial

Pode precipitar dor e síndrome de abstinência aguda, inclusive agitação, vômitos e convulsões em contextos específicos.

Warnings — abrupt postoperative reversal/withdrawal

Renal / hepático

Bula oficial

Metabolização hepática e curta duração exigem reavaliação; disfunção orgânica do opioide causal pode prolongar renarcotização.

Clinical pharmacology

Farmacocinética e farmacodinâmica

Início de ação

Bula oficial

Via IV produz início mais rápido; IM/SC têm início menos imediato.

Clinical pharmacology

Pico

Bula oficial

O efeito deve ser avaliado pela ventilação e consciência, não por normalização isolada de SpO₂.

Dosage and administration

Duração

Bula oficial

Duração frequentemente é menor que a de muitos opioides; repetição ou infusão pode ser necessária.

Clinical pharmacology; dosage

Meia-vida

Diluição e preparo

Infusão IV segundo DailyMed

Bula oficial

0,004 mg/mL

Adicionar 2 mg de Naloxona a 500 mL de NaCl 0,9% ou glicose 5%.

A taxa é titulada à resposta e depende do agonista; não há preset automático.

Infusão e bomba manual

As calculadoras vinculadas às doses mostram fórmula, peso, concentração e conversão para mL/h. Diluições institucionais somente aparecem quando possuem protocolo ou fonte vinculada.

Abrir calculadora de bomba
Ajustes e populações especiais

Idoso

Bula oficial

Titular pelo objetivo ventilatório e risco cardiovascular; não existe dose automática por idade.

Geriatric use/precautions

Obesidade

Miller e Barash

A reversão é titulada ao efeito; peso isolado não define bolus pós-operatório.

Miller/Barash — antagonistas

Insuficiência renal

Bula oficial

A duração do opioide/metabólito causal pode estar prolongada; manter vigilância para recorrência.

Precautions

Relações clínicas

Monitorização relacionada

  • Capnografia
  • BIS / EEG processado
  • Oximetria

Técnicas relacionadas

  • Analgesia multimodal
  • Técnicas poupadoras de opioide
  • Sedação / MAC

Anestesias complexas relacionadas

  • Obesidade
  • OSA

Referências e rastreabilidade

3 referênciasMillerBarashDailyMed
Apresentações e formulações

Confirme fabricante, concentração, excipientes e rotulagem da apresentação realmente disponível.

Naloxone Hydrochloride Injection

Estados Unidos

Solução IV/IM/SC · 0,4 mg/mL ou 1 mg/mL conforme apresentação consultada

Seringa ou frasco de dose única conforme produto

Cloridrato de naloxona

Referência internacional; confirmar produto brasileiro.

Vias, usos e status regulatório

IV · Reversão pós-operatória de depressão opioide

Revisado

Indicação rotulada com titulação.

Estados Unidos · DailyMed — Naloxone injection

IV/IM/SC · Intoxicação opioide conhecida ou suspeita

Revisado

Indicação rotulada; dose/regime diferem do pós-operatório.

Estados Unidos · DailyMed — Naloxone injection

Contextos clínicos, segurança e controvérsias

Reverter ventilação, não necessariamente toda analgesia

Tópico clínicoBula oficial

No pós-operatório, pequenas doses tituladas podem recuperar ventilação preservando parte da analgesia; intoxicação grave segue estratégia diferente.

  • •Definir o objetivo antes da dose.
  • •Ventilar imediatamente quando necessário.
  • •Não usar uma dose única universal para todo contexto.

Renarcotização

Tópico clínicoBula oficial

O agonista pode continuar ativo após a Naloxona perder efeito.

Alertas de segurança
  • Abertura de via aérea e ventilação não devem aguardar o efeito da Naloxona.
  • O opioide causal pode persistir após o término do antagonista; repetir avaliação e considerar nova dose/infusão.
  • Reversão abrupta em pessoa dependente pode causar abstinência, dor e resposta simpática importantes.
  • Reversão rápida ou excessiva pode acompanhar hipertensão, arritmia, edema pulmonar e estresse circulatório.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

  • Sistema nervoso central e/ou periférico
  • Bloqueio da sinalização do agonista
Início, duração e metabolismo

Início: Distribuição rápida ao receptor produz reversão geralmente breve.

Duração: Pode ser menor que a do agonista, exigindo redose e monitorização.

Metabolismo: Depuração do antagonista e do agonista determina risco de recorrência.

Efeitos clínicos
  • Reversão parcial ou completa de sedação/depressão específica
Efeitos adversos e racional
  • Síndrome de abstinência
  • Retorno de dor, agitação ou convulsões conforme o alvo
  • Risco maior em dependência, uso crônico ou intoxicação mista.
Interações mecanísticas
Fármacos associados: A resposta depende de todos os agonistas e depressores presentes. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Populações e variabilidade
  • Gestação, extremos de idade e fragilidade alteram farmacocinética e sensibilidade farmacodinâmica; individualizar e monitorizar.
  • Exposição repetida, regulação de receptores e alterações farmacocinéticas podem modificar a resposta; titular pelo efeito clínico.
Pérolas e limitações
  • Titular ao objetivo clínico mínimo, mantendo observação após reversão.
  • A relação entre mecanismo molecular e resposta clínica não é totalmente linear.
  • Associações anestésicas e comorbidades podem predominar sobre o efeito isolado.
Bula oficial

Meia-vida curta em comparação a vários agonistas; observar recorrência.

Clinical pharmacology

Meia-vida contexto-sensível

Miller e Barash

Não é conceito usado para escolher bolus de reversão; o contexto é a duração do agonista e a recorrência.

Miller/Barash — antagonistas

Ligação proteica

Miller e Barash

Não é parâmetro de decisão à beira-leito para titulação de reversão.

Miller/Barash — antagonistas

Volume de distribuição

Miller e Barash

Distribui rapidamente após via parenteral.

Miller/Barash — antagonistas

Metabolismo

Bula oficial

Metabolizada predominantemente no fígado por conjugação.

Clinical pharmacology

Eliminação

Bula oficial

Metabólitos são eliminados pela urina.

Clinical pharmacology

Insuficiência hepática

Bula oficial

Metabolismo pode ser alterado; priorizar resposta clínica e reavaliação.

Precautions

Gestação

Bula oficial

Pode precipitar abstinência materna/fetal em dependência; emergência ventilatória exige manejo de risco-benefício.

Pregnancy

Dor crônica
  • •Identificar droga, via, dose total e tempo.
  • •Repetir avaliação de ventilação e consciência.
  • •Considerar repetição/infusão segundo protocolo.
  • Retirada precipitada

    Tópico clínicoBula oficial

    Reversão abrupta em paciente dependente pode causar dor intensa, vômitos, agitação e resposta simpática, além de abstinência.

    • •Usar a menor dose que alcance o objetivo quando o contexto permitir.
    • •Tratar via aérea e ventilação simultaneamente.
    • •Monitorizar risco cardiovascular.

    Ausência de resposta não exclui gravidade

    MonitorizaçãoBula oficial

    Falha de resposta à Naloxona exige reconsiderar dose, via, absorção e causas não opioides; não deve atrasar suporte de via aérea, ventilação e diagnóstico diferencial.

    • •Continuar suporte ventilatório.
    • •Reavaliar coingestões e causas metabólicas, neurológicas ou respiratórias.
    • •Não interpretar SpO₂ isoladamente como ventilação recuperada.

    Reversão e resposta simpática

    PrecauçãoBula oficial

    A reversão abrupta pode retirar analgesia e produzir descarga simpática clinicamente relevante.

    • •Observar pressão, frequência e ritmo.
    • •Maior cautela em cardiopatia e após altas exposições a opioide.
    • •Titular ao objetivo quando a emergência permitir.

    Resumo clínico individual

    Tópico clínicoBula oficial

    Antagonista opioide de início rápido, usado para restaurar ventilação e consciência quando a causa é opioide. A dose e o objetivo diferem entre reversão pós-operatória e intoxicação.

    • •Via aérea e ventilação são tratadas simultaneamente.
    • •Dose excessiva pode abolir analgesia e precipitar resposta simpática ou retirada.
    • •A duração pode ser menor que a do agonista, exigindo reavaliação.

    Pós-operatório ≠ intoxicação

    PrecauçãoBula oficial

    No pós-operatório, a meta costuma ser ventilação adequada e alerta sem reversão desnecessariamente completa da analgesia; na intoxicação, o regime inicial rotulado é diferente.

    • •Não reutilizar automaticamente a dose de intoxicação no pós-operatório.
    • •Repetir avaliação conforme opioide, via e tempo desde a última dose.
    • •Ausência de resposta após exposição cumulativa apropriada exige rever o diagnóstico.

    Infusão e renarcotização

    MonitorizaçãoBula oficial

    Quando o agonista persiste além da Naloxona, repetição ou infusão pode ser necessária. A velocidade é titulada à resposta; não existe taxa universal nesta página.

    • •A bula descreve diluição de 2 mg em 500 mL, resultando em 0,004 mg/mL.
    • •Usar a mistura em até 24 horas conforme a rotulagem consultada.
    • •Continuar monitorização mesmo após melhora inicial.

    Pediatria e neonatos

    População especialBula oficial

    A rotulagem possui regimes específicos para intoxicação pediátrica, depressão pós-operatória e depressão neonatal; eles não são intercambiáveis.

    • •Preservar a unidade mg/kg na intoxicação e no neonato.
    • •No pós-operatório pediátrico, usar incrementos absolutos titulados.
    • •Investigar causas não opioides se a resposta for inadequada.

    Referência e ferramentas para anestesiologia.

    Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

    Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

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    Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

    Versão 0.1.0 · revisão contínua

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