Produção
A célula produz CO₂.
O metabolismo tecidual gera CO₂, que difunde para a circulação venosa.
Ventilação · perfusão · metabolismo
Do metabolismo celular ao capnograma: fisiologia, morfologia, gradiente PaCO₂–EtCO₂, tecnologia, eventos críticos e troubleshooting.
Princípio central
EtCO₂ não é apenas ventilação.
A curva nasce da produção celular de CO₂, do transporte sanguíneo, da perfusão pulmonar, da troca alveolar, da expiração e do sistema de amostragem.
Revisado com Miller, Barash e diretrizes contemporâneas · 2026-09-11
Do metabolismo ao monitor
Role para acompanhar a molécula desde a célula até o sensor. Cada etapa pode modificar o número e a forma da curva.
Ir para conteúdoProdução
O metabolismo tecidual gera CO₂, que difunde para a circulação venosa.
Transporte
Débito cardíaco e perfusão pulmonar determinam quanto CO₂ alcança os alvéolos por unidade de tempo.
Troca
Ventilação e relação V/Q moldam a concentração alveolar e o gradiente entre PaCO₂ e EtCO₂.
Expiração
A sequência do gás expirado cria a linha de base, a subida e o plateau alveolar.
Detecção
Mainstream e sidestream têm trajetos, atrasos e artefatos diferentes.
Interpretação
Leia presença, baseline, subida, plateau, ponto end-tidal, frequência e tendência junto ao paciente.
Interação didática
Os esquemas são originais, qualitativos e educacionais. Eles ajudam a construir um raciocínio; não reproduzem um monitor nem validam diagnóstico.
Laboratório visual original
Compare padrões qualitativos e veja quais mecanismos podem produzi-los. Toda curva é uma simulação educacional.
Baseline, subida, plateau e inspiração organizados. O padrão orienta investigação; nunca fecha diagnóstico sozinho.
Número × curva
Capnometria resume a concentração ou pressão parcial de CO₂. Capnografia acrescenta a curva respiratória, permitindo reconhecer continuidade da ventilação, frequência, morfologia e mudança ao longo do tempo.
Morfologia
A fase inicial contém gás do espaço morto; a transição mistura gás de vias condutoras e alvéolos; o plateau representa esvaziamento alveolar; a inspiração devolve a curva à linha de base.
Reconhecimento de padrões
Shark fin, baseline elevada, curare cleft, oscilações cardiogênicas e desaparecimento da curva são pistas. Cada uma exige confirmação sistemática antes de receber um rótulo clínico.
Nenhum desenho isolado confirma diagnóstico; trate deterioração real enquanto verifica tubo, circuito, sensor e fisiologia.
Gradiente
PaCO₂ é obtida no sangue arterial; EtCO₂ representa a porção final do gás expirado. Espaço morto alveolar, desigualdade V/Q, débito cardíaco, doença pulmonar e mudanças intraoperatórias podem ampliar ou até alterar o sentido do gradiente.
Evento crítico
O mesmo sinal pode surgir por desconexão, obstrução, deslocamento do tubo, falha de amostragem, hiperventilação abrupta, embolia, baixo débito ou parada cardíaca. A velocidade e a morfologia da mudança ajudam, mas não substituem avaliação imediata.
Via aérea e sedação
Waveform capnography é central para excluir colocação esofágica de um tubo destinado à traqueia. Em sedação, a amostragem nasal pode detectar apneia ou hipoventilação antes da dessaturação, mas diluição por oxigênio e respiração oral afetam a curva.
Mainstream × sidestream
Mainstream mede na via aérea; sidestream aspira uma amostra por uma linha. Peso do adaptador, frequência respiratória, fluxo de amostragem, vazamentos, secreções, condensação e comprimento da linha devem ser considerados.
Integração clínica
Absorção de CO₂ na laparoscopia pode elevar PaCO₂ e EtCO₂; OLV e doença pulmonar podem ampliar o gradiente; broncoespasmo altera morfologia; choque e embolia podem reduzir entrega de CO₂ ao pulmão.
À beira do leito
Uma leitura curta, repetível e orientada por qualidade.
Referências e rastreabilidade