Hidromorfona | AnesBase
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Revisado

Opioides

Hidromorfona

Agonista opioide µ

Nome comercial cadastrado: Dilaudid® (referência internacional)

IVNeuroeixoVO
DosesMecanismoPK/PDEfeitosAjustesAlertasInteraçõesReferências

01 · Analgesia

Analgesia intravenosa
Baseado em bula oficial

Faixa prática

0,2–1 mg IV a cada 2–3 h conforme necessidade; administrar lentamente em pelo menos 2–3 min

DailyMed/Hidromorfona

0,2–1 mg IV a cada 2–3 horas conforme necessidade; administrar lentamente em pelo menos 2–3 minutos.

A cada 2–3 h se necessário

  • Monitorar ventilação, sedação e oxigenação; titular ao efeito e às associações.
Calculadora

Resultado calculado

0,2–1 mg

Com os valores informados localmente

02 · Dor intensa — adulto

Analgesia IM ou SC
Fonte: DailyMed — Hidromorfona 2026

Faixa prática

1–2 mg IM ou SC a cada 2–3 horas conforme necessidade na rotulagem consultada.

DailyMed — Hidromorfona 2026

1–2 mg IM ou SC a cada 2–3 horas conforme necessidade na rotulagem consultada.

A cada 2–3 h se necessário

  • Titular considerando exposição prévia, idade, função orgânica e outros depressores.
Calculadora

Resultado calculado

1–2 mg

Com os valores informados localmente

Mecanismo em movimento

Do alvo ao efeito de Hidromorfona.

A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.

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OpioideReceptor μGi/oAntinocicepçãoOpioideReceptor μGi/oAntinocicepção
01

receptor

μ-opioide

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção

02

Transdução

O sinal muda

Gi/o → ↓ AMPc

03

Efeito clínico

Analgesia

Ativa receptores opioides, sobretudo μ, reduzindo transmissão nociceptiva e a resposta autonômica ao estímulo.

04

Mesmo mecanismo, outro contexto

Benefício e risco coexistem

Depressão ventilatória

Revisado e publicadoMiller + Barash

Mecanismo de ação

Ativa receptores opioides, sobretudo μ, reduzindo transmissão nociceptiva e a resposta autonômica ao estímulo.

DosesAlertasComparar mecanismos
AlvoReceptor μ
TransduçãoGi/o
Resultado↓ Nocicepção
Diagrama esquemático original; não representa escala anatômica ou molecular.
Alvo e mecanismo primário

Agonismo μ acoplado à proteína Gi/o, com menor adenilil ciclase, menor entrada de Ca²⁺ pré-sináptico e maior saída de K⁺ pós-sináptico.

receptor

μ-opioide · agonista

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção. Analgesia

Vias e sítios de ação
Alertas de segurança ligados ao mecanismo
  • Depressão ventilatória pode persistir ou recorrer após antagonização; monitorizar adequadamente.

Referências do mecanismo

2 referênciasMillerBarash
Efeitos clínicos por sistema

Cardiovascular

Bula oficial

Pode produzir hipotensão e bradicardia, especialmente com hipovolemia ou depressores concomitantes.

Warnings — severe hypotension

Respiratório

Bula oficial

Pode causar depressão respiratória grave ou fatal; dose, velocidade, idade e associações modificam o risco.

Boxed warning; respiratory depression

Neurológico / SNC

Bula oficial

Analgesia, sedação, miose e dependência. Confundir formulações/concentrações pode causar overdose fatal.

Warnings; adverse reactions

Renal / hepático

Bula oficial

Rim e fígado comprometidos aumentam exposição; iniciar com menor dose e titular conforme bula, sem aplicar fator universal fora do contexto rotulado.

Use in specific populations; clinical pharmacology

Farmacocinética e farmacodinâmica

Início de ação

Miller e Barash

Início depende de via e velocidade; respeitar latência antes de redose.

Miller/Barash — Hidromorfona

Pico

Miller e Barash

Pico varia com a via e circulação; titular ao efeito sem empilhar bolus.

Miller/Barash — Hidromorfona

Duração

Miller e Barash

Duração é intermediária e pode prolongar com repetição ou disfunção orgânica.

Miller/Barash — Hidromorfona

Meia-vida

Miller e Barash
Ajustes e populações especiais

Idoso

Bula oficial

Idosos e debilitados têm maior risco de depressão respiratória; iniciar com cautela e titular.

Geriatric use

Obesidade

Miller e Barash

Não escalar automaticamente por TBW; considerar OSA e resposta clínica.

Miller/Barash — obesity

Insuficiência renal

Artigo científico

A exposição à Hidromorfona e ao H3G pode aumentar na disfunção renal. A evidência clínica sobre neuroexcitação por H3G é limitada e heterogênea; exposição alta ou prolongada exige vigilância, não a afirmação de “segurança renal”.

Farmacocinética na insuficiência renal; revisão sistemática de neurotoxicidade

Interações importantes

Agonistas parciais ou agonistas-antagonistas opioides

Alerta

Podem reduzir analgesia de agonista pleno ou precipitar retirada em pessoa dependente.

Relevância: Resposta analgésica imprevisível e possível abstinência.

Conduta: Revisar exposição crônica e plano perioperatório; não compensar automaticamente com dose maior.

Benzodiazepínicos, hipnóticos, álcool e outros depressores do SNC

Crítico

Somação de sedação, perda do tônus de via aérea e depressão ventilatória/hemodinâmica.

Relevância: Pode causar sedação profunda, obstrução, apneia, hipotensão, coma e morte.

Conduta: Titular separadamente, monitorizar ventilação e manter capacidade de resgate.

Relações clínicas

Monitorização relacionada

  • Capnografia
  • BIS / EEG processado
  • Oximetria

Técnicas relacionadas

  • Analgesia multimodal
  • Técnicas poupadoras de opioide
  • Sedação / MAC

Anestesias complexas relacionadas

  • Obesidade
  • OSA

Referências e rastreabilidade

6 referênciasMillerBarashHidromorfona, Morfina e…+3
Apresentações e formulações

Confirme fabricante, concentração, excipientes e rotulagem da apresentação realmente disponível.

Hydromorphone Hydrochloride Injection

Estados Unidos

Solução injetável IV/IM/SC · Apresentações padrão e concentrada; conferir a embalagem do produto

Ampola, seringa ou frasco conforme fabricante

Cloridrato de hidromorfona

Referência internacional. Disponibilidade brasileira atual não confirmada nesta revisão.

Vias, usos e status regulatório

IV/IM/SC · Dor intensa que requer opioide

Revisado

Indicação rotulada na referência consultada.

Estados Unidos · DailyMed — Hidromorfona

Contextos clínicos, segurança e controvérsias

Potência e erro de concentração

Tópico clínicoBula oficial

A formulação de alta potência não deve ser confundida com a formulação parenteral padrão; o erro pode ser fatal.

  • •Conferir mg/mL e quantidade total.
  • •Não selecionar formulação pela familiaridade com o nome.
  • •Usar dupla checagem em altas concentrações.

Papel perioperatório

Tópico clínicoBula oficial

Útil como opioide sistêmico titulado; não deve ser tratado como versão “renalmente neutra” da Morfina.

Comparação clínica

Hidromorfona × Morfina

Mecanismo
Ambas são agonistas μ; os metabólitos glicuronídeos têm perfis diferentes.
Hemodinâmica
As duas exigem cautela em hipovolemia e associação com depressores; o risco não é resumido por uma equivalência de potência.
Diferença prática
A Hidromorfona forma H3G, enquanto a Morfina forma M3G e M6G. Nenhuma deve ser considerada automaticamente “segura” na insuficiência renal.
Evidência
Comparação qualitativa baseada em farmacologia e rotulagem; sem conversor equianalgésico automático.
Alertas de segurança
  • Diferenciar apresentação padrão da formulação de alta potência destinada a pacientes tolerantes.
  • Dose, velocidade, idade, OSA e outros depressores podem amplificar sedação, obstrução e apneia.
  • Exposição alta ou prolongada na disfunção renal exige vigilância para sedação e sinais neuroexcitatórios.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

  • Corno dorsal da medula
  • Tronco encefálico
  • Circuitos supraespinais
  • Gi/o → ↓ AMPc
  • ↓ liberação de neurotransmissores nociceptivos
Início, duração e metabolismo

Início: Equilíbrio plasma–sítio de efeito e lipossolubilidade governam o início.

Duração: Redistribuição, metabolismo e meia-vida contexto-sensível definem a duração.

Metabolismo: A via metabólica e metabólitos ativos distinguem acúmulo e duração entre opioides.

Efeitos clínicos
  • Analgesia
  • Atenuação da resposta ao estímulo
  • Sedação
Efeitos adversos e racional
  • Depressão ventilatória
  • Bradicardia
  • Rigidez de parede torácica em administração rápida de altas doses
  • Maior risco com apneia do sono, fragilidade e associação com sedativos.
Interações mecanísticas
Fármacos associados: Sinergismo com hipnóticos e anestésicos inalatórios aumenta depressão ventilatória e hipnose. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Populações e variabilidade
  • Gestação, extremos de idade e fragilidade alteram farmacocinética e sensibilidade farmacodinâmica; individualizar e monitorizar.
  • Exposição repetida, regulação de receptores e alterações farmacocinéticas podem modificar a resposta; titular pelo efeito clínico.
Pérolas e limitações
  • Separar analgesia de hipnose e titular ao estímulo.
  • A relação entre mecanismo molecular e resposta clínica não é totalmente linear.
  • Associações anestésicas e comorbidades podem predominar sobre o efeito isolado.

Meia-vida isolada não substitui avaliação de sedação, ventilação e metabólitos.

Miller/Barash — Hidromorfona

Meia-vida contexto-sensível

Miller e Barash

Não há perfil de infusão TCI validado publicado nesta página; recuperação depende da exposição total e reserva orgânica.

Miller/Barash — Hidromorfona

Ligação proteica

Miller e Barash

Dados variam por população; interpretar junto a distribuição e função orgânica.

Miller/Barash — Hidromorfona

Volume de distribuição

Miller e Barash

Distribuição tecidual contribui para início e recuperação, sem justificar dose por peso total automática.

Miller/Barash — Hidromorfona

Metabolismo

Bula oficial

Sofre glicuronidação, formando principalmente hidromorfona-3-glicuronídeo (H3G). O H3G não deve ser apresentado como metabólito analgésico equivalente ao M6G da Morfina.

Clinical Pharmacology — metabolism

Eliminação

Bula oficial

Droga/metabólitos dependem de excreção renal em grau clinicamente relevante.

Clinical pharmacology — excretion

Insuficiência hepática

Bula oficial

A rotulagem consultada orienta iniciar com um quarto a metade da dose inicial habitual na insuficiência hepática, com titulação cuidadosa; não extrapolar essa fração para todos os contextos ou vias.

Dosage modifications in hepatic impairment

Gestação

Bula oficial

Exposição prolongada pode causar abstinência neonatal; uso intraparto pode deprimir o recém-nascido.

Pregnancy/labor

Dor crônica
  • •Não existe equivalência universal precisa com Morfina.
  • •Diferenciar resposta analgésica de sedação.

Analgesia não é hipnose

Tópico clínicoMiller e Barash

O efeito opioide é predominantemente analgésico/antinociceptivo. Não garante inconsciência, amnésia ou imobilidade.

  • •BIS não mede diretamente analgesia.
  • •Resposta motora, autonômica e memória são desfechos diferentes.
  • •Associação com hipnótico eleva risco respiratório e cardiovascular.

Ventilação e via aérea

Efeito adversoBula oficial

Ativação μ reduz a resposta ventilatória ao CO₂, pode diminuir frequência respiratória e produzir padrão irregular, sedação, obstrução ou apneia.

  • •O risco depende de dose, velocidade, idade, OSA e associações.
  • •Oxigênio suplementar pode retardar a queda de SpO₂ apesar de hipoventilação.
  • •A avaliação exige observação clínica e capnografia quando indicada.

Tolerância, dependência física e OUD

PrecauçãoBula oficial

Tolerância, dependência física e transtorno por uso de opioides são conceitos diferentes e não devem ser usados como sinônimos.

  • •Não aplicar multiplicador automático de dose.
  • •Evitar retirada abrupta de terapia crônica sem plano.
  • •Integrar analgesia multimodal, regional e coordenação com a equipe assistente.

Antagonização com Naloxona

MonitorizaçãoBula oficial

Naloxona pode reverter depressão respiratória, mas também analgesia, e pode precipitar dor, resposta simpática ou retirada.

  • •Via aérea e ventilação não devem aguardar o antagonista.
  • •Pode ocorrer renarcotização quando o opioide dura mais que a Naloxona.
  • •Titular ao objetivo clínico e manter reavaliação.

H3G: metabólito e neuroexcitação

FarmacodinâmicaRevisão sistemática

O H3G é um metabólito de glicuronidação sem papel analgésico estabelecido. Acúmulo pode acompanhar agitação, alodinia, mioclonia ou alteração cognitiva, sobretudo em exposição elevada/prolongada e disfunção renal.

  • •A associação clínica não é equivalente a causalidade comprovada em todos os pacientes.
  • •Reavaliar dose acumulada, função renal, coanalgésicos e diagnóstico diferencial.
  • •A revisão sistemática disponível classificou a evidência como baixa e conflitante.

Concentração padrão × alta potência

PrecauçãoBula oficial

A apresentação concentrada de 10 mg/mL da rotulagem consultada é destinada exclusivamente a pacientes tolerantes a opioides.

  • •Conferir mg/mL e quantidade total antes de preparar ou administrar.
  • •Não selecionar a apresentação concentrada por conveniência de volume.
  • •Erro entre concentrações pode causar overdose fatal.

Insuficiência renal

População especialArtigo científico

Disfunção renal modifica a exposição à droga e ao H3G; a resposta deve ser titulada com observação de analgesia, consciência, ventilação e sinais neuroexcitatórios.

  • •Não converter “ausência de M6G” em “opioide renalmente neutro”.
  • •Doses repetidas e infusão prolongada exigem reavaliação cumulativa.
  • •O plano não aplica multiplicador automático.

Via e velocidade importam

MonitorizaçãoBula oficial

A dose IV deve ser administrada lentamente; analgesia, pico de sedação e ventilação não devem ser avaliados antes da latência apropriada.

  • •Não empilhar bolus antes de observar efeito.
  • •IM e SC não são intercambiáveis com IV por simples equivalência temporal.
  • •Capnografia é especialmente útil quando há sedação ou associação com outros depressores.

Idoso, fragilidade e reserva respiratória

População especialBula oficial

Idade avançada, fragilidade, OSA e doença pulmonar aumentam a vulnerabilidade clínica mesmo sem uma fórmula universal de redução.

  • •Titular individualmente.
  • •Separar analgesia adequada de sedação excessiva.
  • •Planejar observação pós-dose conforme via e contexto.

Referência e ferramentas para anestesiologia.

Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

Plataforma

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Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

Versão 0.1.0 · revisão contínua

© 2026 AnesBase

Decisão clínica

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