Propofol | AnesBase
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Revisado

Hipnóticos e sedativos

Propofol

Hipnótico intravenoso alquilfenólico / modulador GABA-A

Nome comercial cadastrado: Diprivan® (disponibilidade conforme país), Propovan®

IV
DosesMecanismoPK/PDEfeitosDiluiçãoInfusãoTCI/IACAjustesAlertasInteraçõesReferências

01 · Indução da anestesia geral

Indução — adulto < 65 anos, ASA I–II
Referências diferentes

DailyMed/FDA

2–2,5 mg/kg IV

Titulado até o início da anestesia

Propovan/Cristália

1,5–2,5 mg/kg IV em adultos com menos de 55 anos

  • Bula DailyMed: 2–2,5 mg/kg IV em adultos saudáveis <65 anos ASA I–II.
  • Bula brasileira Propovan: 1,5–2,5 mg/kg em adultos <55 anos.
  • Administrar lentamente e titular ao efeito; bolus rápido aumenta hipotensão e apneia.

02 · Indução em população de maior risco

Indução — idoso, debilitado ou ASA III–IV
Bula oficial

Dose consolidada

Aproximadamente 1–1,5 mg/kg IV, administrado lentamente e titulado

DailyMed/FDA

Aproximadamente 1–1,5 mg/kg IV

Administração lenta e titulada

  • Evitar bolus rápido; monitorar hipotensão, apneia e obstrução de via aérea.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mg/kg × peso = dose em mg

03 · Indução pediátrica

Indução — pediatria
Bula oficial; faixa etária específica

Dose consolidada

2,5–3,5 mg/kg IV em 3–16 anos, ASA I–II

DailyMed/FDA

2,5–3,5 mg/kg IV em pacientes de 3–16 anos ASA I–II

  • Não extrapolar para menores de 3 anos ou pacientes de maior risco sem fonte específica.
  • Crianças menores dentro da faixa podem necessitar dose maior; titular pelo efeito.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mg/kg × peso = dose em mg

04 · Manutenção da anestesia geral

Manutenção / TIVA manual — adulto
Referências diferentes; sem faixa prática arbitrária

DailyMed/FDA

100–200 mcg/kg/min inicialmente; manutenção em geral 50–100 mcg/kg/min

  • DailyMed: 100–200 mcg/kg/min inicialmente; em geral reduzir para 50–100 mcg/kg/min durante manutenção.
  • Bolus intermitente de 25–50 mg é descrito na bula para adultos saudáveis.
  • Titular por resposta clínica e monitorização; associação com opioides reduz necessidade.
  • Infusão manual não é equivalente a alvo TCI Cp/Ce.

05 · Paciente cardíaco

Manutenção — anestesia cardíaca
Bula oficial

Dose consolidada

25–100 mcg/kg/min IV, titulada

DailyMed/FDA

25–100 mcg/kg/min IV

  • Monitorização hemodinâmica intensiva; não presumir estabilidade cardiovascular.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

06 · MAC/procedimentos

Sedação monitorizada — adulto
Bula oficial

DailyMed/FDA

Início 100–150 mcg/kg/min por 3–5 min ou 0,5 mg/kg; manutenção 25–75, depois 25–50 mcg/kg/min

  • Início por infusão: 100–150 mcg/kg/min por 3–5 min, ou 0,5 mg/kg em 3–5 min.
  • Manutenção: 25–75 mcg/kg/min nos primeiros 10–15 min, reduzindo em geral para 25–50 mcg/kg/min.
  • Bolus incremental: 10–20 mg quando apropriado.
  • Evitar bolus rápido, especialmente em idosos, debilitados e ASA III–IV.
  • Sedação pode evoluir para anestesia geral; resgate de via aérea deve estar imediatamente disponível.

07 · Terapia intensiva

Sedação em UTI — adulto ventilado
Bula oficial

DailyMed/FDA

Iniciar 5 mcg/kg/min; titular em incrementos de 5–10 mcg/kg/min; usual 5–50 mcg/kg/min

  • Iniciar 5 mcg/kg/min e aumentar 5–10 mcg/kg/min em intervalos de pelo menos 5 minutos.
  • Faixa usual descrita: 5–50 mcg/kg/min.
  • Não exceder 4 mg/kg/h salvo avaliação documentada de que o benefício supera o risco.
  • Monitorar sinais de PRIS e triglicerídeos em exposição prolongada.
  • Não usar para sedação de UTI pediátrica na rotulagem consultada.

08 · Antiemese perioperatória

Antiemese em baixa dose — uso off-label
Disponível no Miller; uso off-label

Miller

10–20 mg IV; repetir a cada 5–10 min ou infusão de 10 mcg/kg/min

  • Mesmo em baixa dose, pode causar sedação, apneia e hipotensão.
  • Não apresentar como indicação antiemética aprovada em bula.

Mecanismo em movimento

Do alvo ao efeito de Propofol.

A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.

Ir para conteúdo
FármacoGABA-AInibiçãoHipnoseFármacoGABA-AInibiçãoHipnose
01

receptor/canal

GABA-A

↑ corrente de Cl−, inibição neuronal e hipnose

02

Transdução

O sinal muda

↑ condutância de Cl−

03

Efeito clínico

Hipnose e amnésia

O propofol potencializa a inibição mediada por GABA-A em redes corticais, talâmicas e de vigília, produzindo hipnose e amnésia rápidas sem analgesia clinicamente relevante.

04

Mesmo mecanismo, outro contexto

Benefício e risco coexistem

Hipotensão por redução de pré-carga, pós-carga e contratilidade

Revisado e publicadoMiller + Barash

Mecanismo de ação

O propofol potencializa a inibição mediada por GABA-A em redes corticais, talâmicas e de vigília, produzindo hipnose e amnésia rápidas sem analgesia clinicamente relevante.

DosesAlertasComparar mecanismos
AlvoGABA-A
Transdução↑ Cl−
ResultadoInibição neuronal
Diagrama esquemático original; não representa escala anatômica ou molecular.
Alvo e mecanismo primário

Modulação alostérica positiva do receptor GABA-A aumenta a corrente de Cl− e reduz a excitabilidade neuronal; em concentrações maiores, a ação pode incluir ativação direta do receptor.

receptor/canal

GABA-A · modulador alostérico positivo

↑ corrente de Cl−, inibição neuronal e hipnose. Hipnose e amnésia

Vias e sítios de ação
Alertas de segurança ligados ao mecanismo
  • Depressão cardiorrespiratória exige capacidade imediata de ventilação e suporte hemodinâmico.
  • PRIS exige reconhecimento de acidose, rabdomiólise, hipercalemia, alterações de ECG e falência cardíaca/renal.
  • Infusão TCI não deve ser convertida diretamente em mL/h.

Referências do mecanismo

3 referênciasMillerBarashDailyMed
Efeitos clínicos por sistema

Cardiovascular

Bula oficial

Produz redução dose-dependente da pressão arterial por diminuição de pré-carga e pós-carga, com depressão da contratilidade e resposta cronotrópica/barorreflexa atenuada. O impacto aumenta com bolus rápido, hipovolemia, idade, fragilidade e associação a outros depressores.

Warnings and Precautions; Clinical Pharmacology — Pharmacodynamics

Respiratório

Bula oficial

Pode causar apneia, depressão ventilatória, obstrução de via aérea e dessaturação. Bolus rápido e associação com opioides, benzodiazepínicos ou outros sedativos aumentam o risco; sedação exige profissional capaz de resgatar via aérea e ventilação.

Warnings and Precautions; Dosage and Administration — MAC Sedation

Neurológico / SNC

Miller e Barash

Produz hipnose rápida, amnésia e redução do metabolismo e fluxo sanguíneo cerebral. Reduz pressão intracraniana quando a ventilação e a hemodinâmica são controladas, mas hipotensão pode reduzir pressão de perfusão cerebral. Movimentos, mioclonia, opistótono e fenômenos excitatórios são descritos. Não é analgésico.

Miller 8ª ed., cap. 30; Barash 8th ed., cap. 19

Renal / hepático

Bula oficial

Apresenta depuração elevada por conjugação hepática e metabolismo extra-hepático; metabólitos inativos são excretados principalmente na urina. Cirrose crônica e insuficiência renal crônica não alteraram substancialmente a farmacocinética na bula consultada, mas falência aguda de órgãos não foi adequadamente estudada.

Clinical Pharmacology — Pharmacokinetics; Specific Populations

Farmacocinética e farmacodinâmica

Início de ação

Bula oficial

A perda de consciência costuma ocorrer em cerca de 40 segundos após dose de indução; o equilíbrio sangue–cérebro é estimado em aproximadamente 1–3 minutos.

Clinical Pharmacology — Pharmacodynamics

Pico

Miller

O pico clínico após bolus acompanha o rápido equilíbrio no sítio efetor; Miller descreve pico aproximado de 90–100 segundos. A titulação deve respeitar o atraso entre injeção e efeito para evitar empilhamento de bolus.

Miller 8ª ed., cap. 30, farmacodinâmica do propofol

Duração

Miller e Barash

Após bolus único, o despertar inicial é rápido por redistribuição. Após infusão, a recuperação depende de dose total, duração, covariáveis e fármacos associados; não deve ser inferida apenas da meia-vida terminal.

Diluição e preparo

Emulsão 10 mg/mL pronta para uso

Bula oficial

10 mg/mL (1%)

Usar técnica estritamente asséptica e a apresentação/concentração rotulada. Não cadastrar mistura institucional como padrão universal.

Produto de dose única. A rotulagem consultada determina descarte do remanescente e do sistema no fim do procedimento ou em até 12 horas, o que ocorrer primeiro.

Infusão e bomba manual

As calculadoras vinculadas às doses mostram fórmula, peso, concentração e conversão para mL/h. Diluições institucionais somente aparecem quando possuem protocolo ou fonte vinculada.

Abrir calculadora de bomba

TCI / IAC

Infusão alvo-controlada

TCI de propofol é clinicamente utilizada. Marsh e Schnider são modelos clássicos; Eleveld amplia a faixa populacional; Kataria e Paedfusor são pediátricos.

TCI clínicoTCI clínico · revisado por fontes

Como interpretar

O usuário seleciona um alvo plasmático (Cp) ou de sítio efetor (Ce), quando suportado. A bomba certificada calcula bolus e infusão variável pelo modelo selecionado.

Cp, Ce e mL/h

Cp é a concentração plasmática estimada; Ce é a concentração estimada no sítio efetor. Nenhuma delas deve ser convertida diretamente em mL/h.

Modelos TCI revisados

5 modelos

Marsh

Propofol · 1991

Revisado
Cp3 compartimentosAdultos
Alvo
Cp · mcg/mL

Concentração plasmática alvo

População principal
Modelo clássico escalado pelo peso; incorporado ao Diprifusor e amplamente usado em adultos.

Covariáveis

peso

Limitação principal

Peso é a única covariável; o modelo clássico não continha farmacodinâmica de sítio efetor.

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Populações especiais

Idoso

Não inclui idade como covariável; titular com cautela.

Obesidade

Limitação importante: escalonamento linear pelo peso pode produzir comportamento inadequado em obesidade.

Pediatria

O artigo original incluiu crianças, mas para pediatria moderna preferir modelo pediátrico ou geral validado para idade/peso.

Limitações e evidência

Peso é a única covariável; o modelo clássico não continha farmacodinâmica de sítio efetor. Implementações Ce adicionam ke0 e algoritmo cuja combinação deve ser confirmada.

Miller descreve desempenho clínico aceitável, mas estudos comparativos mostram diferenças de previsão e entrega em relação a outros modelos.

Desenvolvimento / validação

Derivado de modelo de infusão de propofol publicado em população pediátrica e posteriormente aplicado em sistemas clínicos adultos.

Validações clínicas adultas; Miller relata desempenho aceitável do conjunto clássico e extensa experiência clínica.

Observações clínicas

TCI clinicamente usado. Não há superioridade clínica universal demonstrada sobre modelos mais novos.

Amplamente disponível em bombas TCI; alvo plasmático clássico no Diprifusor.

Marsh B, White M, Morton N, Kenny GNC · 1991 Artigo original

Schnider

Propofol · 1998

Revisado
CpCe3 compartimentos + sítio efetorPK/PD
Alvo
Cp + Ce · mcg/mL

Concentração plasmática e concentração no sítio efetor

População principal
Adultos de 18 a 81 anos e 44 a 123 kg no conjunto descrito pelo Miller.

Covariáveis

idadealturapesomassa corporal magra

Limitação principal

Limites da massa corporal magra em obesidade; população original adulta saudável; Cp e Ce dependem da implementação correta do ke0.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Inclui idade, mas exige titulação por maior sensibilidade farmacodinâmica.

Obesidade

A equação de James apresenta comportamento não fisiológico em obesidade extrema; evitar extrapolação.

Pediatria

Não é modelo pediátrico.

Limitações e evidência

Limites da massa corporal magra em obesidade; população original adulta saudável; Cp e Ce dependem da implementação correta do ke0.

Pode diferir do Marsh no bolus e na trajetória de Ce; estudos não demonstram benefício clínico universal.

Desenvolvimento / validação

Voluntários adultos; modelo PK/PD com covariáveis demográficas.

Validado em diferentes condições adultas, com limitações em extremos antropométricos.

Observações clínicas

TCI clinicamente usado em adultos.

Comum em bombas TCI abertas, com alvos Cp e Ce conforme equipamento.

Schnider TW et al. · 1998 Artigo original

Eleveld

Propofol · 2018

Revisado
CpCe3 compartimentos + modelo de efeito/BISPopulacional geral
Alvo
Cp + Ce · mcg/mL

Concentração plasmática e concentração no sítio efetor

População principal
Modelo geral de 1.033 indivíduos: 27 semanas pós-menstruais a 88 anos e 0,68 a 160 kg.

Covariáveis

idade/PMApesoalturasexoanestésico concomitante

Limitação principal

Maior amplitude populacional não prova superioridade clínica.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Inclui idosos até 88 anos.

Obesidade

Inclui pesos até 160 kg; isso não elimina necessidade de titulação em obesidade extrema.

Pediatria

Inclui neonatos e crianças no desenvolvimento.

Limitações e evidência

Maior amplitude populacional não prova superioridade clínica. Implementação da bomba, covariáveis e titulação continuam determinantes.

Modelo geral com bom desempenho preditivo em faixa ampla; diferenças de entrega versus Marsh/Schnider podem ser clinicamente relevantes, mas superioridade de desfechos não está estabelecida.

Desenvolvimento / validação

Dados agrupados de ampla faixa etária e ponderal.

Validação interna e externa publicada; desempenho continua sujeito à variabilidade individual e à população local.

Observações clínicas

TCI clínico em sistemas compatíveis.

Disponível em alguns sistemas/bombas modernos; confirmar versão e implementação.

Eleveld DJ et al. · 2018 Artigo original

Kataria

Propofol · 1994

Revisado
Cp3 compartimentosPediátrico
Alvo
Cp · mcg/mL

Concentração plasmática alvo

População principal
53 crianças saudáveis de 3 a 11 anos.

Covariáveis

peso

Limitação principal

Faixa etária restrita; alvo Ce requer ke0 pareado e validado para o conjunto.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Não aplicável.

Obesidade

Não validado para obesidade pediátrica.

Pediatria

Apenas para faixa pediátrica compatível; não extrapolar a lactentes ou adolescentes sem validação.

Limitações e evidência

Faixa etária restrita; alvo Ce requer ke0 pareado e validado para o conjunto.

Desenvolvimento / validação

Crianças ASA I–II; peso como covariável principal.

Validação pediátrica limitada à faixa de desenvolvimento e estudos subsequentes.

Observações clínicas

Modelo pediátrico, não modelo adulto.

Disponível em alguns sistemas pediátricos.

Kataria BK et al. · 1994 Artigo original

Paedfusor

Propofol · 2002

Revisado
CpCe3 compartimentos; versões clínicas incluem sítio efetorPediátrico
Alvo
Cp + Ce · mcg/mL

Concentração plasmática e concentração no sítio efetor

População principal
Crianças a partir de 5 kg; estudo piloto incluiu 6 meses a 16 anos.

Covariáveis

idadepeso

Limitação principal

Confirmar versão, limites de peso e o ke0 pareado; não intercambiar ke0 com Kataria.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Não aplicável.

Obesidade

Não validado para obesidade pediátrica extrema.

Pediatria

Pediatria dentro dos limites do sistema.

Limitações e evidência

Confirmar versão, limites de peso e o ke0 pareado; não intercambiar ke0 com Kataria.

Desenvolvimento / validação

Modelo pediátrico de Glasgow baseado em dados pediátricos agrupados.

Avaliação de acurácia publicada em crianças e adolescentes.

Observações clínicas

Modelo pediátrico de uso clínico em sistemas compatíveis.

Disponível em algumas bombas TCI pediátricas.

Absalom AR, Kenny GNC et al. · 2002 Artigo original

Há benefício de um modelo sobre outro?

Não há evidência suficiente para afirmar benefício clínico superior universal de um modelo. Eleveld oferece maior amplitude e pode melhorar desempenho preditivo em certas populações, mas isso não equivale a melhores desfechos clínicos.

Marsh versus SchniderEvidência conflitante

Estudos mostram diferenças de entrega/profundidade, mas nenhum benefício hemodinâmico universal consistente.

Selecionar conforme população, bomba e experiência; titular com EEG/avaliação clínica e hemodinâmica.

Schnider versus EleveldApenas desempenho preditivo

Melhor amplitude/predição não demonstrou superioridade clínica universal; estudo observacional de 2023 encontrou diferenças de profundidade em mulheres, sobretudo idosas.

Não classificar Eleveld como “melhor” sem considerar população, bomba e monitorização.

Alertas obrigatórios

  • Estimativa, não mensuração: A TCI estima concentrações a partir de um modelo populacional; não mede a concentração real no paciente.
  • Cp e Ce não são equivalentes: Alvos plasmáticos e de sítio efetor não são intercambiáveis. Confirme o compartimento selecionado na bomba.
  • Confirme o modelo: Modelos diferentes podem administrar bolus e infusões diferentes para o mesmo valor-alvo.
  • População do modelo: Idosos, crianças, gestantes, pacientes críticos, obesos e extremos de peso exigem um modelo validado para a população e titulação conservadora.
  • Titulação clínica obrigatória: Titule pela resposta clínica e monitore ventilação, hemodinâmica e profundidade anestésica; TCI não substitui julgamento clínico.
  • Checagem do sistema: Verifique droga, concentração, seringa, linha venosa, bomba, modelo, alvo e unidade antes de iniciar.
  • Alvo não é mL/h: Não converta Cp ou Ce diretamente em mL/h. A bomba certificada calcula uma infusão variável conforme o modelo.

Referências TCI

4 referênciasMillerBarashSchnider versus Eleveld…+1
Ajustes e populações especiais

Idoso

Bula oficial

Idosos apresentam maior concentração de pico e menor necessidade. Usar dose de indução menor, injetar lentamente e titular pelo efeito; evitar bolus rápido durante sedação.

Dosage and Administration — Elderly, Debilitated, ASA-PS III or IV

Obesidade

Artigo científico

A farmacocinética não escala linearmente com peso total em obesidade. Modelos TCI diferem nas covariáveis e descritores de tamanho corporal; titular pelo efeito, conferir o modelo da bomba e evitar extrapolar uma regra única de peso.

Covariates, obesity and model performance

Insuficiência renal

Bula oficial
Interações importantes

Opioides, benzodiazepínicos e anestésicos inalatórios

Alerta

Sinergismo hipnótico e somação de depressão ventilatória e cardiovascular.

Relevância: Menor necessidade de propofol e maior risco de hipotensão, apneia e obstrução de via aérea.

Conduta: Reduzir e titular doses, respeitar o tempo para pico e monitorar ventilação e hemodinâmica.

Valproato

Atenção

A rotulagem descreve aumento da concentração sanguínea de propofol em uso concomitante.

Relevância: Pode aumentar sedação e efeitos cardiorrespiratórios.

Conduta: Considerar dose menor de propofol e monitorar resposta clínica.

Relações clínicas

Monitorização relacionada

  • Capnografia
  • Pressão arterial
  • BIS / EEG processado

Técnicas relacionadas

  • TIVA
  • Sedação

Anestesias complexas relacionadas

  • Obesidade
  • Paciente crítico

Referências e rastreabilidade

9 referênciasMillerBarashCochrane+6
Apresentações e formulações

Confirme fabricante, concentração, excipientes e rotulagem da apresentação realmente disponível.

Propofol Injectable Emulsion

Estados Unidos

Emulsão injetável de dose única · 10 mg/mL

Frascos de 20, 50 e 100 mL, conforme rotulagem consultada

Emulsão lipídica com composição dependente do fabricante

DailyMed, revisão de abril de 2025

Propovan®

Brasil

Emulsão injetável · 10 mg/mL (1%)

Ampola de 10 mL e frascos-ampola de 20 mL e 50 mL descritos pelo fabricante

Propofol em emulsão lipídica; conferir excipientes na bula da apresentação utilizada

Apresentação brasileira consultada no fabricante Cristália

Vias, usos e status regulatório

IV · Indução e manutenção da anestesia geral em pacientes selecionados

Revisado

Uso descrito em bula; limites etários e de risco variam por indicação

Estados Unidos/Brasil, conforme bula consultada · DailyMed e Propovan/Cristália

IV · Sedação monitorizada em procedimentos e sedação de adultos ventilados em UTI

Revisado

Uso descrito em bula; sedação pediátrica em UTI não é indicação aprovada na rotulagem consultada

Estados Unidos/Brasil, conforme indicação e produto · DailyMed e Propovan/Cristália

IV · Antiemese em baixa dose descrita em literatura anestésica

Revisado

Uso perioperatório off-label; não confundir com indicação antiemética formal de bula

Uso clínico descrito; confirmar protocolo local · Miller 8ª ed., cap. 30

Contextos clínicos, segurança e controvérsias

Hipnose não é analgesia

Tópico clínicoMiller e Barash

Propofol produz hipnose e amnésia, mas não analgesia clinicamente relevante.

  • •Planejar analgesia separadamente conforme estímulo e paciente.
  • •A associação com opioide reduz a necessidade hipnótica e aumenta depressão respiratória e hipotensão.

Síndrome da infusão do propofol (PRIS)

Tópico clínicoBula oficial

Síndrome rara e potencialmente fatal, associada sobretudo a exposição prolongada/dose elevada e doença crítica.

Comparação clínica

Propofol × Etomidato

Mecanismo
Ambos produzem hipnose por modulação GABA-A; nenhum fornece analgesia.
Hemodinâmica
Propofol tende a causar mais vasodilatação e hipotensão; etomidato costuma preservar melhor a hemodinâmica, mas suprime esteroidogênese adrenal.
Diferença prática
A escolha deve ponderar reserva hemodinâmica, risco de supressão adrenal, mioclonia, PONV e objetivo clínico.
Evidência
Comparação farmacológica baseada em Miller/Barash; desfechos dependem da população e não justificam superioridade universal.

Propofol × Cetamina

Mecanismo
Propofol é GABAérgico e hipnótico; cetamina é predominantemente antagonista NMDA, dissociativa e analgésica.
Hemodinâmica
Alertas de segurança
  • Pode causar hipotensão, apneia, obstrução de via aérea e depressão cardiorrespiratória; risco maior com bolus rápido e associações.
  • Não fornece analgesia clinicamente relevante.
  • A emulsão lipídica exige técnica asséptica rigorosa e descarte conforme a bula da apresentação.
  • PRIS é rara e potencialmente fatal; vigiar acidose metabólica, rabdomiólise, hipercalemia, alterações de ECG e falência cardíaca/renal em exposição de risco.
  • Monitorar carga lipídica e triglicerídeos quando a infusão for prolongada.
  • TCI estima Cp/Ce e não deve ser convertida diretamente em mL/h.
  • Alergia alimentar a ovo/soja não equivale automaticamente a alergia ao propofol, mas a rotulagem varia; conferir a formulação e documentar a decisão.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

  • Córtex cerebral
  • Tálamo
  • Hipotálamo e redes de vigília
  • Tronco encefálico
  • ↑ condutância de Cl−
  • Hiperpolarização neuronal
  • ↓ conectividade funcional em redes de consciência
Início, duração e metabolismo

Início: Alta lipossolubilidade e rápida chegada cerebral explicam perda de consciência em cerca de 40 segundos; o sítio efetor equilibra-se em minutos.

Duração: A redistribuição encerra o efeito do bolus; após infusão, concentração ao desligar, duração, compartimentos e associações determinam a recuperação.

Metabolismo: Depuração elevada por conjugação hepática e metabolismo extra-hepático limita acúmulo inicial; compartimentos profundos explicam fase terminal longa após infusões prolongadas.

Efeitos clínicos
  • Hipnose e amnésia
  • Redução de metabolismo e fluxo cerebral
  • Efeito antiemético
  • Ausência de analgesia clinicamente relevante
Efeitos adversos e racional
  • Hipotensão por redução de pré-carga, pós-carga e contratilidade
  • Apneia, depressão ventilatória e obstrução de via aérea
  • Dor à injeção
  • PRIS em exposição de risco
  • Hipersensibilidade ao propofol ou componentes da formulação é contraindicação.
  • A rotulagem de algumas formulações mantém contraindicação relacionada a anafilaxia a ovo/soja, enquanto fontes alergológicas diferenciam proteínas alimentares de óleo/lecitina; conferir produto e contexto.
Interações mecanísticas
Fármacos associados: Opioides, benzodiazepínicos e voláteis reduzem necessidade hipnótica e aumentam hipotensão/apneia. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Fármacos associados: Valproato pode elevar a exposição ao propofol na rotulagem consultada. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Populações e variabilidade
  • Idosos/debilitados/ASA III–IV precisam de menor dose e administração lenta.
  • Doses pediátricas dependem de idade e indicação; sedação de UTI pediátrica não é indicação na rotulagem consultada.
  • Atravessa a placenta e pode deprimir o neonato.
  • Necessidade varia com idade, estímulo, álcool crônico, adjuvantes e duração; titular pelo efeito.
  • TCI estima Cp/Ce por modelo e não mede concentração real.
Pérolas e limitações
  • Respeitar o tempo para pico antes de repetir bolus.
  • Planejar analgesia separadamente.
  • Em emulsão lipídica, técnica asséptica e janela de descarte são parte da segurança.
  • A relação Cp/Ce–efeito apresenta variabilidade individual.
  • Marsh, Schnider, Eleveld e modelos pediátricos não são intercambiáveis e não demonstram superioridade clínica universal.

Miller 8ª ed., cap. 30; Barash 8th ed., cap. 19

Meia-vida

Bula oficial

A farmacocinética é multicompartimental. Após infusões prolongadas, a fase terminal pode alcançar 1–3 dias por liberação lenta dos compartimentos profundos, sem equivaler à duração da hipnose após uso habitual.

Clinical Pharmacology — Pharmacokinetics

Meia-vida contexto-sensível

Miller e Barash

A meia-vida contexto-sensível permanece relativamente curta em comparação com muitos hipnóticos e é inferior a cerca de 40 minutos após infusões de até 8 horas nas descrições clássicas. Recuperação real também depende de concentração no fim da infusão e associações.

Miller 8ª ed., cap. 30; Barash 8th ed., cap. 19

Ligação proteica

Revisão sistemática

Ligação proteica elevada, predominantemente a albumina e eritrócitos; valores publicados variam conforme método e condição clínica. A fração livre pode aumentar em doença crítica, mas não existe correção automática de dose validada no cadastro.

Sahinovic et al., Clinical Pharmacokinetics and Pharmacodynamics of Propofol, 2018

Volume de distribuição

Miller

Grande volume de distribuição em estado estacionário, com estimativas clássicas em torno de 2–10 L/kg. A lipofilicidade sustenta distribuição cerebral rápida e redistribuição extensa.

Miller 8ª ed., cap. 30, tabela farmacocinética

Metabolismo

Bula oficial

Metabolizado por conjugação a glicuronídeos e sulfatos e por hidroxilação, principalmente no fígado, com contribuição extra-hepática. Os metabólitos conhecidos são farmacologicamente inativos.

Clinical Pharmacology — Metabolism

Eliminação

Bula oficial

Depuração adulta elevada, aproximadamente 23–50 mL/kg/min na bula consultada, excedendo o fluxo hepático em parte dos estudos; metabólitos são eliminados predominantemente na urina e menos de 1% como fármaco inalterado.

Clinical Pharmacology — Excretion

A farmacocinética em insuficiência renal crônica não diferiu da observada em função renal preservada na bula, mas não há algoritmo universal de redução para doença aguda ou crítica. Titular por resposta e monitorar recuperação e hemodinâmica.

Clinical Pharmacology — Specific Populations

Insuficiência hepática

Bula oficial

Cirrose crônica não produziu alteração farmacocinética importante na bula consultada; falência hepática aguda não foi adequadamente estudada. A titulação clínica permanece necessária.

Clinical Pharmacology — Specific Populations

Gestação

Bula oficial

Dados disponíveis não demonstraram sinal claro de malformação, mas o propofol atravessa a placenta e pode causar depressão neonatal. A decisão depende do contexto obstétrico, dose, tempo até o parto e alternativas; não há recomendação automática única.

Use in Specific Populations — Pregnancy; Labor and Delivery

  • •Sinais incluem acidose metabólica, rabdomiólise, hipercalemia, alterações eletrocardiográficas, insuficiência cardíaca, renal e hepatomegalia.
  • •Fatores associados incluem baixa oferta de oxigênio, sepse/lesão neurológica grave e uso concomitante de catecolaminas, corticoides ou inotrópicos.
  • •A bula alerta especialmente para doses acima de 5 mg/kg/h por mais de 48 horas; em sedação de UTI, não exceder 4 mg/kg/h salvo avaliação explícita de risco-benefício.
  • •Interromper propofol e investigar imediatamente se houver sinais compatíveis.
  • Emulsão lipídica e técnica asséptica

    Tópico clínicoBula oficial

    A emulsão pode sustentar crescimento microbiano. Técnica asséptica e respeito à janela de uso são requisitos de segurança.

    • •Preparar imediatamente antes do uso e minimizar manipulações.
    • •Não compartilhar frasco ou sistema entre pacientes.
    • •Descartar remanescentes conforme a bula da apresentação utilizada.

    Alergia a ovo/soja: bula × evidência clínica

    Tópico clínicoReferência externa confiável

    A rotulagem de algumas formulações mantém contraindicação em história de anafilaxia a ovo/soja; sociedades de alergia e estudos clínicos diferenciam proteínas alimentares dos excipientes óleo/lecitina e não demonstram risco baseado apenas em alergia alimentar.

    • •Conferir a formulação e a rotulagem local: os excipientes variam.
    • •Não tratar toda alergia alimentar como equivalente a anafilaxia ao próprio propofol.
    • •Em história de reação ao propofol, encaminhar para avaliação alergológica.
    • •Como as fontes divergem, individualizar e documentar a decisão.

    Dor à injeção

    Tópico clínicoRevisão sistemática

    É evento adverso frequente. Revisão sistemática sustenta estratégias de redução, incluindo lidocaína em contexto adequado, sem transformar uma única técnica em protocolo universal.

    • •Avaliar acesso venoso, formulação e estratégia institucional.
    • •Não exceder limites de lidocaína da formulação/bula quando misturada.

    TCI/IAC não é infusão manual

    Tópico clínicoArtigo científico

    Marsh, Schnider, Eleveld e modelos pediátricos estimam Cp/Ce e geram perfis variáveis de bolus/infusão. Um alvo TCI não deve ser convertido diretamente em mL/h.

    • •Confirmar modelo, alvo Cp ou Ce, unidade, concentração e limites populacionais na bomba.
    • •TCI estima concentração; não mede concentração real.
    • •Não há superioridade clínica universal demonstrada entre modelos; diferenças podem ser apenas preditivas ou populacionais.
    Propofol tende a reduzir pressão arterial; cetamina frequentemente aumenta tônus simpático, sem garantir estabilidade em depleção catecolaminérgica.
    Diferença prática
    Cetamina fornece analgesia e preserva ventilação relativamente melhor, mas pode causar fenômenos psicomiméticos e secreções.
    Evidência
    Comparação de classe; titular conforme contexto, associações e monitorização.

    Referência e ferramentas para anestesiologia.

    Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

    Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

    Plataforma

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    Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

    Versão 0.1.0 · revisão contínua

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