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RevisadoEEG bruto + índices + espectrograma

Monitorização neurológica

BIS / EEG processado

Do EEG bruto ao espectrograma: BIS, qCON/qNOX, SQI, EMG, supressão, fármacos, artefatos e interpretação clínica segura.

Guia prático

Princípio central

Sinal → padrão → contexto → índice

Nunca inverter essa ordem e transformar um número isolado em diagnóstico de consciência ou analgesia.

Revisado por fontes primárias, documentação técnica e literatura independente · 2026-09-03

Leitura progressiva

Do índice ao sinal completo.

A visualização acompanha a sequência de interpretação armazenada no conteúdo clínico: síntese, traçado, frequência e tendência.

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Visualização educacional ilustrando índice BIS, EEG bruto, espectro e espectrograma. O valor é demonstrativo e não representa um paciente.
Espectrograma · tempo × frequência
01

Índice processado

O número é a síntese.

BIS é um índice proprietário de 0 a 100 derivado do EEG frontal. A faixa 40–60 é uma referência de fabricante frequentemente utilizada durante anestesia geral, não uma meta universal nem garantia de inconsciência, analgesia, imobilidade ou ausência de awareness.

02

Fundamentos

O sinal vem antes do índice.

O EEG frontal registra diferenças de potencial elétrico no couro cabeludo. Monitores processados transformam segmentos desse sinal em índices, tendências e representações tempo–frequência; eles não medem consciência, dor ou dose anestésica diretamente.

03

EEG bruto

Bandas de frequência são descritores, não diagnósticos isolados

Delta, theta, alfa, beta e gama organizam o espectro por faixas. Seus limites variam ligeiramente entre convenções; padrão, topografia e evolução temporal importam mais que uma banda isolada.

04

Tempo–frequência

Espectro, espectrograma e SEF

O espectro mostra como a potência está distribuída pelas frequências em uma janela. O espectrograma repete essa análise ao longo do tempo: frequência no eixo vertical, tempo no horizontal e potência representada por cor. SEF é a frequência abaixo da qual se concentra uma proporção definida da potência total.

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FundamentosBandas de frequênciaEspectro e DSABISCONOXNocicepçãoFármacosIdade e cérebro vulnerávelAwareness e deliriumArtefatosEEG e NIRS

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FundamentosBandas de frequênciaEspectro e DSABISCONOXNocicepçãoFármacos
Espectro · potência × frequência
EEG bruto · amplitude × tempo
BIS47Exemplo educacional
tempo →frequência ↑
Idade e cérebro vulnerável
Awareness e delirium
Artefatos
EEG e NIRS
Guia prático
Referências

Laboratório visual original

Do traçado ao índice

Alterne entre padrões esquemáticos. Os números são didáticos e não representam um paciente nem uma recomendação clínica.

EEG bruto
Espectro esquemático
0 Hz30 Hz
Espectrograma / DSA
PassadoTempo →

Índice didático

BIS48

SQI

98

EMG

27

SR

0

Oscilação lenta com componente alfa frontal organizado é um padrão frequente com propofol/voláteis, mas depende de idade e fármaco.

Fundamentos

O sinal vem antes do número

O EEG frontal registra diferenças de potencial elétrico no couro cabeludo. Monitores processados transformam segmentos desse sinal em índices, tendências e representações tempo–frequência; eles não medem consciência, dor ou dose anestésica diretamente.

  • Amplitude descreve o tamanho do sinal, habitualmente em microvolts.
  • Frequência descreve quantas oscilações ocorrem por segundo, em hertz.
  • A interpretação segura combina EEG bruto, espectrograma, qualidade do sinal, EMG, supressão, fármacos, idade e contexto clínico.

EEG bruto

Bandas de frequência são descritores, não diagnósticos isolados

Delta, theta, alfa, beta e gama organizam o espectro por faixas. Seus limites variam ligeiramente entre convenções; padrão, topografia e evolução temporal importam mais que uma banda isolada.

  • Delta: atividade lenta, aproximadamente 0,5–4 Hz.
  • Theta: aproximadamente 4–8 Hz.
  • Alfa: aproximadamente 8–12 Hz; sob propofol ou voláteis, atividade alfa frontal pode ser proeminente.
  • Beta: aproximadamente 12–25 Hz; aumento transitório pode acompanhar ativação ou estímulo.
  • Gama: frequências mais altas, particularmente vulneráveis a contaminação por EMG.

Tempo–frequência

Espectro, espectrograma e SEF

O espectro mostra como a potência está distribuída pelas frequências em uma janela. O espectrograma repete essa análise ao longo do tempo: frequência no eixo vertical, tempo no horizontal e potência representada por cor. SEF é a frequência abaixo da qual se concentra uma proporção definida da potência total.

  • Use a tendência para reconhecer transições graduais, estímulos, artefatos e supressão.
  • Confirme a escala de cores e o intervalo de frequência do aparelho antes de comparar telas.
  • SEF50 e SEF95 não são equivalentes e dependem do algoritmo e da janela de análise.

Índices

BIS, qCON e qNOX sem falsas equivalências

BIS · leitura contextual

100Vigília
60Limite superior da faixa de referência do fabricante
40Limite inferior da faixa de referência do fabricante
0Silêncio elétrico

A escala é contínua e o algoritmo é proprietário. As descrições intermediárias são referências técnicas, não diagnósticos de consciência.

Índice processado

BIS: leia o índice junto com SQI, EMG, SR e EEG

BIS é um índice proprietário de 0 a 100 derivado do EEG frontal. A faixa 40–60 é uma referência de fabricante frequentemente utilizada durante anestesia geral, não uma meta universal nem garantia de inconsciência, analgesia, imobilidade ou ausência de awareness.

  • SQI expressa a qualidade calculada do sinal; índice com SQI inadequado merece desconfiança.
  • EMG frontal pode elevar ou distorcer o índice; bloqueio neuromuscular pode reduzir EMG e diminuir o valor sem alterar consciência.
  • SR/BSR resume a proporção de supressão na janela do aparelho. Supressão inesperada pede revisão de anestésicos, perfusão, temperatura e vulnerabilidade cerebral.
  • Atraso de processamento significa que o número pode responder depois da mudança clínica.

Não perseguir cegamente um único valor. Verifique primeiro paciente, fármacos, sinal bruto, qualidade e tendência.

Comparador de dispositivos

O que cada plataforma entrega

Nomes, escalas e saídas pertencem a algoritmos diferentes. A descrição técnica do fabricante é identificada e não substitui validação independente.

BIS

Descrição técnica + limites independentes

Índice BIS (0–100)

EEG brutoSQIEMGSR

Faixa 40–60 é referência do fabricante frequentemente usada em anestesia geral; interpretar como contexto, não como garantia.

Limites: Algoritmo proprietário, latência, EMG, bloqueio neuromuscular, idade e assinatura do fármaco.

CONOX

Descrição técnica + limites independentes

qCON e qNOX (0–99)

EEG brutoEspectrogramaSQIEMG

Estímulo nocivo

Respostas relacionadas à nocicepção no EEG

Beta arousal, paradoxical delta arousal e alpha dropout são padrões descritos durante estímulo nocivo. Eles podem ajudar a reconhecer mudança de estado, mas não diagnosticam dor nem definem isoladamente a necessidade de opioide.

  • Beta arousal: aumento de atividade rápida após estímulo.
  • Paradoxical delta arousal: aumento de atividade lenta em vez da resposta rápida esperada.
  • Alpha dropout: redução transitória da potência alfa frontal.
  • Movimento, EMG, alteração hipnótica e hemodinâmica podem produzir sinais concorrentes.

Farmacologia visual

Assinaturas dependem do anestésico

Propofol e agentes voláteis costumam produzir padrões lentos e alfa frontal dose-dependentes. Dexmedetomidina pode lembrar sono não REM. Cetamina e óxido nitroso podem aumentar atividade rápida e desafiar relações simples entre índice e hipnose. Opioides alteram a resposta ao estímulo mais do que oferecem uma assinatura hipnótica única.

Propofol

Lentificação e oscilação alfa frontal; supressão em exposição profunda.

A tendência do espectrograma pode acompanhar transições de estado.

Cuidado: Idade reduz potência; índice isolado pode ocultar padrão frágil.

Voláteis

Padrões lentos e alfa dependentes de concentração, com variações entre agentes.

Integrar com concentração expirada e CAM ajustada por idade.

Cuidado: CAM e pEEG avaliam dimensões diferentes.

Dexmedetomidina

Oscilações lentas e fusos que podem lembrar sono não REM.

O padrão não deve ser interpretado como equivalente ao propofol.

Cuidado: Resposta a comando pode persistir em sedação.

Cetamina

Pode aumentar atividade beta/gama e produzir dinâmica diferente de GABAérgicos.

Alguns índices podem subir apesar de efeito dissociativo.

Cuidado: Não interpretar aumento automático como anestesia insuficiente.

Populações

Idade, pediatria e cérebro vulnerável

Com o envelhecimento, a potência do EEG durante anestesia tende a diminuir, especialmente na banda alfa, e índices derivados podem representar padrões diferentes dos observados em adultos jovens. Algoritmos também têm limitações em lactentes e crianças pequenas.

  • Em idosos ou frágeis, examine potência, organização espectral e supressão além do índice.
  • Burst suppression pode sinalizar anestesia excessiva para aquele cérebro ou alteração fisiológica, mas não deve ser atribuído automaticamente a uma única causa.
  • Na pediatria, confirme faixa etária validada, sensor e limitações específicas do fabricante.

Desfechos

Awareness e delirium: utilidade contextual, não promessa

Monitorização cerebral pode ser útil em situações selecionadas, especialmente quando sinais convencionais são pouco informativos. Estudos sobre orientação por pEEG e delirium são heterogêneos; associações entre supressão e delirium não demonstram, por si, causalidade ou benefício universal da titulação por índice.

  • Para risco de awareness, combine avaliação de risco, checagem de equipamento e entrega de anestésico, monitorização convencional e julgamento clínico.
  • Para delirium, evite alegar prevenção garantida; use o EEG para reconhecer padrões potencialmente modificáveis dentro de uma estratégia perioperatória mais ampla.

Segurança do sinal

Artefatos e troubleshooting em cinco passos

Quando índice e clínica divergem: avalie o paciente, confirme sensor e impedância/qualidade, observe EEG bruto e EMG, procure interferência e só então interprete o algoritmo.

  • EMG frontal, movimento e manipulação do sensor.
  • Eletrocautério, aquecimento por ar forçado, marca-passo e outros equipamentos elétricos.
  • Mau contato, eletrodo seco, posição inadequada ou assimetria.
  • Hipoperfusão, hipotermia, alterações metabólicas e fármacos fora do padrão de treinamento do algoritmo.
  • Latência, suavização e janela móvel podem atrasar mudanças exibidas.

Integração

EEG processado e NIRS não são substitutos

EEG/pEEG descreve atividade elétrica cortical e seus derivados. NIRS estima oxigenação regional do tecido sob o sensor. Uma alteração pode ocorrer sem mudança paralela na outra; ambas exigem correlação com hemodinâmica, ventilação e contexto.

À beira do leito

Guia prático: índice inesperado

Uma sequência curta evita respostas automáticas a um algoritmo.

  1. 1

    Paciente

    Consciência possível, sinais vitais, movimento e evento atual.

  2. 2

    Entrega

    Droga, vaporizador, bomba, linha e acesso venoso.

  3. 3

    Sinal

    Sensor, SQI/impedância, EEG bruto e assimetria.

  4. 4

    Interferência

    EMG, cautério, aquecedor, movimento e NMB.

  5. 5

    Contexto

    Idade, fármaco, estímulo, latência e tendência.

Modo estudo

Glossário essencial

EEG bruto

Traçado elétrico não resumido pelo índice proprietário.

Potência

Quantidade de energia do sinal em uma frequência ou faixa.

Espectro

Distribuição de potência pelas frequências em uma janela.

Espectrograma / DSA

Distribuição de potência por frequência ao longo do tempo.

SEF

Frequência abaixo da qual se encontra uma fração definida da potência.

SQI

Indicador calculado de qualidade do sinal.

EMG

Atividade muscular que pode contaminar frequências rápidas do EEG.

SR / BSR

Proporção de tempo/épocas classificados como supressão pelo dispositivo.

Referências e rastreabilidade

14 referênciasMillerBarashASA+11

BIS não é consciência

É um índice derivado do EEG, sujeito a artefatos, algoritmo, idade e fármaco.

qNOX não é dor

É uma estimativa algorítmica de resposta; não mede nocicepção ou analgesia diretamente.

NMB não é hipnose

Paralisia remove movimento e pode reduzir EMG/índices sem produzir inconsciência.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

CONOX

qCON e qNOX respondem a perguntas diferentes — e têm limites

qCON é um índice derivado do EEG destinado a acompanhar o componente hipnótico. qNOX é descrito pelo fabricante como estimativa de probabilidade de resposta a estímulo nocivo; não é medição direta de dor, nocicepção ou analgesia.

  • Interpretar qCON com EEG bruto, espectrograma, BSR, EMG e SQI.
  • Interpretar qNOX como sinal complementar e não como alvo analgésico autônomo.
  • Bloqueio neuromuscular pode reduzir ambos os índices mesmo em vigília; não inferir inconsciência a partir do número isolado.
  • qCON e BIS usam algoritmos diferentes. Valores numericamente parecidos não são intercambiáveis.
BSR
SEF

qCON acompanha hipnose; qNOX estima probabilidade de resposta a estímulo nocivo segundo o fabricante.

Limites: qNOX não mede dor; qCON/qNOX podem cair com bloqueio neuromuscular em vigília.

Entropy

Revisão independente

State Entropy / Response Entropy

EEG frontalComponente de alta frequência/EMG

Índices derivados de entropia; conferir faixa, atualização e artefatos no manual do equipamento disponível.

Limites: Não é numericamente intercambiável com BIS, qCON ou PSI.

SedLine / PSI

Revisão independente

Patient State Index

EEG multicanalDSASREMG

Oferece índice e visualização tempo–frequência; usar limites e sensores validados pelo fabricante.

Limites: Algoritmo e escala próprios; não converter diretamente para outro índice.

Óxido nitroso

Assinatura variável e relação não linear com alguns índices.

Interpretar junto com outros agentes e sinais.

Cuidado: O índice pode sub-representar seu efeito clínico.

Opioides

Modulam resposta ao estímulo sem oferecer índice direto de analgesia.

Avaliar estímulo, autonômicos, ventilação e estratégia analgésica.

Cuidado: BIS, qCON e qNOX não substituem avaliação clínica de nocicepção.

Burst suppression

Alternância entre surtos de atividade e períodos de supressão.

Latência

Atraso entre mudança fisiológica e resultado processado exibido.

Referência e ferramentas para anestesiologia.

Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

Plataforma

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Conteúdos

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  • Ventilação
  • Monitorização
  • Técnicas anestésicas
  • Bloqueios periféricos

Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

Versão 0.1.0 · revisão contínua

© 2026 AnesBase

Decisão clínica

  • Anestesias complexas
  • Protocolos e checklists
  • Pediatria
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Projeto

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