Dexmedetomidina | AnesBase
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Revisão parcial

Hipnóticos e sedativos

Dexmedetomidina

Agonista α2-adrenérgico seletivo / sedativo simpaticolítico

Nome comercial cadastrado: Dexmedetomidina (cloridrato de dexmedetomidina), Precedex®, cloridrato de dexmedetomidina

IV
DosesMecanismoPK/PDEfeitosDiluiçãoInfusãoTCI/IACAjustesAlertasInteraçõesReferências

01 · Sedação em UTI / início

UTI — carga em adulto
Referências diferentes quanto ao tempo/contexto; bula oficial define o regime rotulado

Dose consolidada

Bula: 1 mcg/kg IV em 10 min

Miller

0,5–1 mcg/kg IV.

Barash

0,5–1 mcg/kg IV em 10–20 minutos.

DailyMed — dexmedetomidina (05/2026)

1 mcg/kg IV em 10 minutos; carga pode ser desnecessária na conversão de outro sedativo.

10 min

  • Ao converter de outro sedativo, a carga pode não ser necessária.
  • Não foi criada faixa intermediária entre as referências.
  • Carga rápida aumenta risco de hipertensão transitória, bradicardia e hipotensão; considerar omitir em instabilidade.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

02 · Sedação em UTI / manutenção

UTI — manutenção em adulto
Referências diferentes

Dose consolidada

Bula: 0,2–0,7 mcg/kg/h IV

Miller

0,1–1 mcg/kg/h IV.

Barash

0,2–0,7 mcg/kg/h IV.

DailyMed — dexmedetomidina (05/2026)

0,2–0,7 mcg/kg/h IV.

  • Não foi criada faixa prática arbitrária entre Miller e Barash.
  • Unidade é mcg/kg/h — não mcg/kg/min.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/h × peso = mcg/h

03 · Procedimento / início

Sedação procedural — carga em adulto
Baseado em bula oficial

Dose consolidada

0,5–1 mcg/kg IV em 10 min, conforme procedimento e idade

DailyMed — dexmedetomidina (05/2026)

1 mcg/kg IV em 10 minutos; 0,5 mcg/kg em procedimentos menos invasivos ou idade >65 anos.

10 min

  • 1 mcg/kg em 10 min é o regime geral da bula; 0,5 mcg/kg é descrito para procedimentos menos invasivos e para maiores de 65 anos.
  • Não transformar 0,5–1 em “faixa prática” indiferenciada; escolher pelo contexto rotulado.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

04 · Procedimento / manutenção

Sedação procedural — manutenção em adulto
Baseado em bula oficial

Dose consolidada

0,2–1 mcg/kg/h IV; início rotulado em 0,6 mcg/kg/h

DailyMed — dexmedetomidina (05/2026)

Iniciar 0,6 mcg/kg/h e titular entre 0,2–1 mcg/kg/h IV.

  • Titular ao objetivo de sedação e risco hemodinâmico.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/h × peso = mcg/h

05 · Via aérea acordada / início

Intubação por fibra óptica acordado — carga
Baseado em bula oficial

Dose consolidada

1 mcg/kg IV em 10 min

DailyMed — dexmedetomidina (05/2026)

1 mcg/kg IV em 10 minutos.

10 min

  • Sedação não substitui topicalização, oxigenação, comunicação e plano de resgate.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

06 · Via aérea acordada / manutenção

Intubação por fibra óptica acordado — manutenção
Baseado em bula oficial

Dose consolidada

0,7 mcg/kg/h IV até fixação do tubo

DailyMed — dexmedetomidina (05/2026)

0,7 mcg/kg/h IV até a fixação do tubo.

  • Manter ventilação espontânea não elimina risco de obstrução ou apneia com associações.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/h × peso = mcg/h

07 · Pediatria / rotulagem dos EUA

Pediatria — carga IV para procedimento não invasivo
Baseado em bula oficial dos EUA

Dose consolidada

1,5 mcg/kg (1 mês a <2 anos) ou 2 mcg/kg (2 a <18 anos), IV em 10 min

DailyMed — dexmedetomidina (05/2026)

1,5 mcg/kg IV em 10 min de 1 mês a <2 anos; 2 mcg/kg IV em 10 min de 2 a <18 anos.

10 min

  • Faixas etárias e indicação não podem ser mescladas em calculadora automática.
  • Confirmar aprovação local, idade, procedimento e capacidade de resgate pediátrico.

08 · Pediatria / rotulagem dos EUA

Pediatria — manutenção IV para procedimento não invasivo
Baseado em bula oficial dos EUA

Dose consolidada

0,5–1,5 mcg/kg/h IV; início rotulado em 1,5 mcg/kg/h

DailyMed — dexmedetomidina (05/2026)

Iniciar 1,5 mcg/kg/h e titular entre 0,5–1,5 mcg/kg/h IV.

  • Não extrapolar para sedação de UTI pediátrica ou procedimento invasivo.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/h × peso = mcg/h

09 · Premedicação/sedação pediátrica off-label

Intranasal pediátrica — faixa estudada
Baseado em revisão sistemática — não é aprovação regulatória

Dose consolidada

2 a <3 mcg/kg intranasal no subgrupo de melhor desempenho da metanálise

Shi et al. 2026 — revisão sistemática/metanálise

2 a <3 mcg/kg intranasal em subgrupo da metanálise; não é dose universal.

  • A metanálise incluiu 28 ensaios, com grande heterogeneidade; início médio aproximado de 18,9 min e duração média de 60,3 min não devem ser tratados como garantidos.
  • Off-label; monitorizar bradicardia, hipotensão, sedação e dessaturação.

10 · Adjuvante de bloqueio periférico / off-label

Perineural — doses estudadas
Baseado em revisão sistemática

Dose consolidada

50 mcg fixos ou 0,5–1 mcg/kg foram estudados

Hussain et al. 2021 — revisão sistemática

50 mcg fixos ou 0,5–1 mcg/kg perineural em estudos.

  • Off-label; não existe dose universal e a mistura pode elevar bradicardia, hipotensão e sedação.

Mecanismo em movimento

Do alvo ao efeito de Dexmedetomidina.

A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.

Ir para conteúdo
Locus coeruleusα2↓ NoradrenalinaSedaçãoLocus coeruleusα2↓ NoradrenalinaSedação
01

receptor

α2A/α2B/α2C

↓ noradrenalina, sedação responsiva, simpaticólise e analgesia adjuvante

02

Transdução

O sinal muda

Gi/o → ↓ adenilil ciclase e AMPc

03

Efeito clínico

Sedação responsiva

A dexmedetomidina é agonista α2 altamente seletivo: reduz liberação de noradrenalina e descarga simpática, favorecendo sedação responsiva e analgesia adjuvante sem substituir hipnose ou analgesia cirúrgica.

04

Mesmo mecanismo, outro contexto

Benefício e risco coexistem

Bradicardia e possível parada sinusal

Revisado e publicadoMiller + Barash

Mecanismo de ação

A dexmedetomidina é agonista α2 altamente seletivo: reduz liberação de noradrenalina e descarga simpática, favorecendo sedação responsiva e analgesia adjuvante sem substituir hipnose ou analgesia cirúrgica.

DosesAlertasComparar mecanismos
AlvoReceptor α2
Transdução↓ Noradrenalina
ResultadoSimpaticólise
Diagrama esquemático original; não representa escala anatômica ou molecular.
Alvo e mecanismo primário

Agonismo α2 pré-sináptico reduz a liberação de noradrenalina; ação pós-sináptica central reduz atividade simpática. No locus coeruleus, participa da sedação e, no corno dorsal, modula transmissão nociceptiva.

receptor

α2A/α2B/α2C · agonista altamente seletivo

↓ noradrenalina, sedação responsiva, simpaticólise e analgesia adjuvante. Sedação responsiva

Vias e sítios de ação
Alertas de segurança ligados ao mecanismo
  • Confirmar concentração, unidade, linha, bomba, peso e mL/h independentemente.
  • Monitorizar pressão, frequência, ritmo, ventilação e oxigenação.
  • Evitar carga rápida em pacientes vulneráveis e considerar menor exposição na insuficiência hepática.

Referências do mecanismo

2 referênciasMillerBarash
Efeitos clínicos por sistema

Cardiovascular

Bula oficial

Resposta bifásica dependente de concentração e velocidade: concentrações iniciais elevadas podem causar vasoconstrição e hipertensão transitória; predomina depois redução simpática com bradicardia e hipotensão. Bradicardia grave e parada sinusal foram relatadas, sobretudo com carga rápida, tônus vagal elevado, hipovolemia ou fármacos bradicardizantes.

Warnings and Precautions 5.2–5.3; Clinical Pharmacology

Respiratório

Bula oficial

A preservação ventilatória relativa em monoterapia não equivale a ausência de risco. Obstrução de via aérea, hipoventilação, hipóxia e apneia continuam possíveis, principalmente com sedação profunda, OSA, opioides, hipnóticos ou outros depressores; manter monitorização e capacidade de resgate.

Warnings 5.1; Adverse Reactions; Drug Interactions 7.1

Neurológico / SNC

Artigo científico

Produz sedação responsiva associada a padrões eletroencefalográficos com fusos semelhantes ao sono N2, mas não reproduz sono fisiológico nem garante inconsciência, amnésia ou analgesia cirúrgica. BIS/EEG devem ser interpretados no contexto clínico e da técnica.

Volunteer EEG study; clinical interpretation

Renal / hepático

Bula oficial

Disfunção renal grave não alterou significativamente a farmacocinética em estudo de bula, mas comorbidades e metabólitos ainda exigem avaliação clínica. A depuração diminui progressivamente na insuficiência hepática; considerar redução de dose e titulação manual.

Clinical Pharmacology 12.3 — renal and hepatic impairment

Farmacocinética e farmacodinâmica

Início de ação

Bula oficial

Após início de infusão IV, o efeito acompanha a elevação da concentração; a distribuição rápida apresenta meia-vida aproximada de 6 minutos. O início clínico depende de carga, velocidade e contexto.

Clinical Pharmacology 12.3

Pico

Bula oficial

O pico após carga IV ocorre ao final da administração; cargas rápidas aumentam picos de concentração e risco hemodinâmico. Não repetir carga antes de avaliar resposta.

Dosage 2.2; Warnings 5.2–5.3

Duração

Bula oficial

O efeito é titulável durante a infusão e pode persistir após exposições prolongadas. Ao interromper uso prolongado, vigiar sintomas de retirada e agitação.

Warnings 5.5–5.6; Clinical Pharmacology 12.3

Diluição e preparo

Preparo rotulado — 4 mcg/mL

Bula oficial

4 mcg/mL

Retirar 2 mL do concentrado a 100 mcg/mL e adicionar 48 mL de cloreto de sódio 0,9%, obtendo 50 mL com 200 mcg.

Nunca programar a bomba usando 100 mcg/mL como se fosse a solução diluída. Confirmar mcg/kg/h, concentração final e mL/h de forma independente.

Infusão e bomba manual

As calculadoras vinculadas às doses mostram fórmula, peso, concentração e conversão para mL/h. Diluições institucionais somente aparecem quando possuem protocolo ou fonte vinculada.

Abrir calculadora de bomba

TCI / IAC

Infusão alvo-controlada

Modelos Hannivoort/Colin e modelos gerais foram publicados; há uso clínico em estudos e relatos, mas disponibilidade em bombas é limitada e não equivale a uso rotineiro.

Uso limitado / experimentalModelos PK/PD revisados · uso limitado

Como interpretar

TCI pode direcionar concentração plasmática ou Ce em sistemas de pesquisa/compatíveis. Bradicardia, hipotensão e hipertensão transitória dependem também da velocidade de entrega.

Cp, Ce e mL/h

Cp é a concentração plasmática estimada; Ce é a concentração estimada no sítio efetor. Nenhuma delas deve ser convertida diretamente em mL/h.

Modelos TCI revisados

2 modelos

Hannivoort/Colin

Dexmedetomidina · 2015

Revisado
CpCe3 compartimentos alométricos + modelo de efeito publicado posteriormentePK/PD
Alvo
Cp + Ce · ng/mL

Concentração plasmática e concentração no sítio efetor

População principal
18 voluntários saudáveis, 20–70 anos, 51–110 kg, IMC 20,6–29,3 kg/m².

Covariáveis

peso

Limitação principal

Pequena amostra de voluntários saudáveis e velocidade de carga limitada por efeitos cardiovasculares.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Incluiu até 70 anos; extremos mais idosos exigem cautela.

Obesidade

IMC de desenvolvimento até 29,3; não validado em obesidade importante.

Pediatria

Modelo original não pediátrico.

Limitações e evidência

Pequena amostra de voluntários saudáveis e velocidade de carga limitada por efeitos cardiovasculares.

Melhor previsão que modelos anteriores no conjunto estudado.

Desenvolvimento / validação

Adultos saudáveis.

Validações/estudos clínicos subsequentes; limitada em obesidade extrema, doença crítica e pediatria.

Observações clínicas

Uso TCI clínico limitado/experimental.

Limitado a sistemas abertos/pesquisa e algumas implementações.

Hannivoort LN, Eleveld DJ, Proost JH et al. · 2015 Artigo original

Morse universal

Dexmedetomidina · 2020

Revisado
Cp3 compartimentosPopulacional geral
Alvo
Cp · ng/mL

Concentração plasmática alvo

População principal
40,6 semanas pós-menstruais a 70,8 anos; 3,1–152 kg.

Covariáveis

idade/maturaçãomassa livre de gorduragordura normal

Limitação principal

Modelo PK amplo; alvo de efeito e desfechos clínicos exigem validação adicional.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Inclui adultos até 70,8 anos.

Obesidade

Inclui até 152 kg com descritores de composição corporal.

Pediatria

Inclui neonatos e crianças.

Limitações e evidência

Modelo PK amplo; alvo de efeito e desfechos clínicos exigem validação adicional.

Aplicabilidade PK ampla; sem superioridade clínica demonstrada.

Desenvolvimento / validação

Dados agrupados pediátricos e adultos.

Validação farmacocinética agrupada; não prova benefício clínico da TCI.

Observações clínicas

Modelo geral descrito.

Pode ser programado em sistemas compatíveis; disponibilidade comercial limitada.

Morse JD et al. · 2020 Artigo original

Há benefício de um modelo sobre outro?

Modelos mais novos melhoram previsão farmacocinética em populações estudadas; benefício clínico superior à infusão manual permanece insuficiente.

Alertas obrigatórios

  • Estimativa, não mensuração: A TCI estima concentrações a partir de um modelo populacional; não mede a concentração real no paciente.
  • Cp e Ce não são equivalentes: Alvos plasmáticos e de sítio efetor não são intercambiáveis. Confirme o compartimento selecionado na bomba.
  • Confirme o modelo: Modelos diferentes podem administrar bolus e infusões diferentes para o mesmo valor-alvo.
  • População do modelo: Idosos, crianças, gestantes, pacientes críticos, obesos e extremos de peso exigem um modelo validado para a população e titulação conservadora.
  • Titulação clínica obrigatória: Titule pela resposta clínica e monitore ventilação, hemodinâmica e profundidade anestésica; TCI não substitui julgamento clínico.
  • Checagem do sistema: Verifique droga, concentração, seringa, linha venosa, bomba, modelo, alvo e unidade antes de iniciar.
  • Alvo não é mL/h: Não converta Cp ou Ce diretamente em mL/h. A bomba certificada calcula uma infusão variável conforme o modelo.
  • Efeitos cardiovasculares: Carga rápida e alvos elevados podem causar hipertensão inicial, seguida de bradicardia e hipotensão. Titule com monitorização contínua.

Referências TCI

4 referênciasMillerVandemoortele et al., J…Morse et al., BJA 2020+1
Ajustes e populações especiais

Idoso

Bula oficial

Em adultos acima de 65 anos, a bula recomenda considerar carga menor para sedação procedural. Fragilidade, bradicardia basal e menor reserva hemodinâmica exigem titulação lenta; não aplicar redução percentual automática fora do regime rotulado.

Dosage 2.2; Geriatric Use 8.5

Obesidade

Artigo científico

A depuração não cresce proporcionalmente ao peso total na obesidade. Modelos com massa livre de gordura e alometria descrevem melhor a exposição; evitar escalar cegamente regimes por peso total.

Population pharmacokinetic analysis

Insuficiência renal

Bula oficial
Interações importantes

Anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides

Alerta

Somação de sedação, hipotensão e comprometimento ventilatório.

Relevância: Pode exigir menor dose de cada componente e maior suporte de via aérea/hemodinâmica.

Conduta: Titular cada agente, monitorizar ventilação e hemodinâmica e evitar presumir preservação respiratória.

Anti-hipertensivos e vasodilatadores

Alerta

Redução do tônus simpático associada à vasodilatação/menor pressão basal.

Relevância: Hipotensão e hipoperfusão.

Conduta: Corrigir causas reversíveis, titular e monitorizar perfusão; não tratar apenas o número de pressão.

Relações clínicas

Monitorização relacionada

  • BIS / EEG processado
  • Capnografia
  • Pressão arterial
  • Eletrocardiografia

Técnicas relacionadas

  • TIVA manual
  • Sedação
  • Anestesia regional

Anestesias complexas relacionadas

  • OSA

Referências e rastreabilidade

13 referênciasMillerBarashPMID 26068206+10
Apresentações e formulações

Confirme fabricante, concentração, excipientes e rotulagem da apresentação realmente disponível.

Cloridrato de dexmedetomidina — Eurofarma

Brasil

Solução concentrada para infusão IV · 100 mcg/mL

Ampola ou frasco-ampola de 2 mL; 200 mcg totais

Cloridrato de dexmedetomidina; confirmar lote, fabricante e excipientes da apresentação disponível

Bula profissional brasileira consultada

Dexmedetomidine Hydrochloride Injection

Estados Unidos

Concentrado para diluição IV · 100 mcg/mL

Frasco-ampola de 2 mL; 200 mcg totais

Formulação concentrada que deve ser diluída antes do uso

Rotulagem profissional DailyMed revisada em maio de 2026

Vias, usos e status regulatório

IV · Sedação de adulto em UTI

Revisado

Aprovado conforme bula consultada

Brasil / Estados Unidos · Eurofarma / DailyMed

IV · Sedação procedural e intubação acordada

Revisado

Aprovado em adultos conforme bula consultada

Estados Unidos; confirmar produto local · DailyMed

IV · Sedação pediátrica para procedimentos não invasivos

Revisado

Aprovado nos EUA a partir de 1 mês; não extrapolar automaticamente para Brasil

Estados Unidos · DailyMed 2026

Contextos clínicos, segurança e controvérsias

Resumo clínico

Tópico clínicoBula oficial

Agonista α2 titulável que combina sedação responsiva, simpaticólise e analgesia adjuvante.

  • •Não substitui analgesia principal nem garante inconsciência/amnésia.
  • •Bradicardia e hipotensão são limitações centrais.
  • •Carga é opcional em alguns contextos e pode ser indesejável em instabilidade.

Resposta hemodinâmica bifásica

Tópico clínicoBula oficial

Carga rápida ou pico elevado pode causar hipertensão transitória por vasoconstrição periférica; depois predomina simpatólise com hipotensão/bradicardia.

Comparação clínica

Dexmedetomidina × Clonidina

Mecanismo
Ambas agonizam α2; dexmedetomidina é mais seletiva e facilmente titulável por infusão IV.
Hemodinâmica
Ambas podem causar hipotensão e bradicardia; carga rápida da dexmedetomidina pode causar hipertensão transitória.
Diferença prática
Clonidina tem formulações oral/transdérmica e meia-vida mais longa; dexmedetomidina permite ajuste IV rápido.
Evidência
Comparação farmacológica, sem superioridade clínica universal.

Dexmedetomidina × Propofol

Mecanismo
Dexmedetomidina atua em α2 e propofol predominantemente em GABA-A.
Hemodinâmica
Ambos podem causar hipotensão; dexmedetomidina destaca bradicardia, propofol destaca apneia/vasodilatação.
Alertas de segurança
  • Confirmar sempre a unidade: manutenção é expressa em mcg/kg/h, nunca converter para mcg/kg/min por engano.
  • Carga rápida ou concentração elevada pode causar hipertensão transitória; depois podem predominar bradicardia e hipotensão.
  • Bradicardia grave e parada sinusal são possíveis; revisar tônus vagal, volemia, condução e fármacos bradicardizantes.
  • Preservação respiratória relativa não elimina obstrução, hipoventilação ou apneia, sobretudo com opioides/hipnóticos e OSA.
  • Insuficiência hepática reduz depuração; usar titulação manual e considerar redução.
  • Uso intranasal, perineural e neuroaxial deve ser explicitamente identificado como off-label conforme jurisdição.
  • Confirmar concentração final, linha, bomba, peso e mL/h de modo independente.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

  • Locus coeruleus
  • Corno dorsal da medula
  • Terminações simpáticas
  • Músculo liso vascular periférico
  • Gi/o → ↓ adenilil ciclase e AMPc
  • ↑ efluxo de K⁺ e hiperpolarização
  • ↓ influxo de Ca²⁺ e liberação de noradrenalina
Início, duração e metabolismo

Início: Distribuição IV rápida e velocidade de carga determinam início e pico hemodinâmico.

Duração: Depende de dose, duração da infusão, composição corporal, débito cardíaco e depuração hepática.

Metabolismo: Biotransformação hepática extensa por glucuronidação e CYP2A6; insuficiência hepática reduz depuração e exige titulação manual.

Efeitos clínicos
  • Sedação responsiva
  • Simpaticólise
  • Analgesia adjuvante
  • Redução da necessidade de outros anestésicos em alguns contextos
Efeitos adversos e racional
  • Bradicardia e possível parada sinusal
  • Hipotensão
  • Hipertensão transitória com carga rápida
  • Obstrução/hipoventilação possíveis com associações
  • Retirada, tolerância e hipertermia descritas
  • A bula consultada não lista contraindicação formal, mas hipovolemia, bloqueio de condução, bradicardia basal e baixa reserva cronotrópica exigem cautela.
  • Ausência de contraindicação formal não significa ausência de risco.
Interações mecanísticas
Fármacos associados: Opioides, hipnóticos e anestésicos somam sedação, hipotensão e risco ventilatório. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Fármacos associados: Betabloqueadores e outros bradicardizantes podem amplificar bradicardia e distúrbio de condução. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Populações e variabilidade
  • Maiores de 65 anos podem requerer carga procedural menor; fragilidade exige titulação lenta.
  • A rotulagem dos EUA inclui sedação pediátrica não invasiva a partir de 1 mês, com regimes específicos por idade.
  • Dados de gestação/lactação são insuficientes para recomendação automática.
  • Uso prolongado pode associar-se a tolerância/taquifilaxia e retirada; não há protocolo universal de desmame cadastrado.
Pérolas e limitações
  • A unidade de manutenção é mcg/kg/h, nunca mcg/kg/min.
  • Carga não é obrigatória em todo contexto e pode ser omitida na conversão de outro sedativo.
  • Sedação responsiva não garante amnésia, analgesia cirúrgica nem via aérea protegida.
  • Evidência de delirium e desfechos pós-operatórios é heterogênea.
  • Usos intranasal, perineural e neuroaxial são off-label em muitas jurisdições.
  • BIS/EEG não possuem equivalência fixa com dose ou profundidade clínica.

Meia-vida

Bula oficial

Meia-vida terminal de eliminação aproximada de 2 horas em adultos saudáveis.

Clinical Pharmacology 12.3

Meia-vida contexto-sensível

Artigo científico

A recuperação após infusão depende da duração, dose acumulada, débito cardíaco, composição corporal e função hepática; não há um único valor aplicável a todos os contextos.

Context-sensitive pharmacokinetics

Ligação proteica

Bula oficial

Ligação a proteínas plasmáticas aproximada de 94%; albumina baixa pode modificar a fração livre.

Clinical Pharmacology 12.3

Volume de distribuição

Bula oficial

Volume de distribuição no estado estacionário de aproximadamente 118 L no adulto da população de bula.

Clinical Pharmacology 12.3

Metabolismo

Bula oficial

Biotransformação hepática extensa por glucuronidação direta e oxidação mediada principalmente por CYP2A6, formando metabólitos sem atividade clinicamente relevante descrita.

Clinical Pharmacology 12.3

Eliminação

Bula oficial

Depuração aproximada de 39 L/h no adulto médio de 72 kg; metabólitos são eliminados predominantemente na urina, com pequena fração nas fezes.

Clinical Pharmacology 12.3

Na insuficiência renal grave, a farmacocinética do fármaco inalterado não diferiu significativamente; não existe ajuste percentual automático na bula. Individualizar por fisiologia, comedicações e resposta.

Clinical Pharmacology 12.3

Insuficiência hepática

Bula oficial

A depuração observada correspondeu aproximadamente a 74%, 64% e 53% da normal em disfunção hepática leve, moderada e grave; a depuração do fármaco livre também caiu. Considerar redução e titulação manual.

Clinical Pharmacology 12.3

Gestação

Bula oficial

Dados humanos são insuficientes para definir risco. Atravessa a placenta; uso em gestação, parto e lactação exige avaliação individual de benefício e risco, sem faixa automática cadastrada.

Use in Specific Populations 8.1–8.2

Betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio não di-hidropiridínicos, digoxina e outros bradicardizantes

Crítico

Simpaticólise e depressão nodal podem somar-se.

Relevância: Bradicardia, bloqueio de condução e hipotensão.

Conduta: Revisar FC/ECG, volemia e coadministração; considerar evitar carga e titular lentamente.

Bloqueadores neuromusculares

Atenção

Sedação não oferece imobilidade cirúrgica confiável nem substitui monitorização do bloqueio.

Relevância: Risco de movimento ou bloqueio residual se os objetivos forem confundidos.

Conduta: Monitorizar TOF quando bloqueador for usado e tratar hipnose, analgesia e imobilidade como componentes distintos.

Idoso e fragilidade
  • Cardiopatia
  • Intranasal · Premedicação/sedação pediátrica estudada

    Revisado

    Off-label em muitas jurisdições

    Literatura internacional · Metanálise 2026

    Perineural · Adjuvante a anestésico local

    Revisado

    Off-label

    Literatura internacional · Revisão sistemática 2021

    Intratecal / epidural / caudal · Adjuvante neuroaxial estudado

    Revisão parcial

    Off-label; sem regime universal publicado

    Literatura internacional · Revisão clínica pendente

    • •Evitar atalhos como “sempre causa hipotensão”.
    • •Velocidade de carga, volemia, tônus vagal e fármacos associados modificam a resposta.
    • •Parada sinusal é rara, mas descrita.

    Sedação responsiva não é anestesia completa

    Tópico clínicoBula oficial

    Pacientes podem despertar ao estímulo e ainda assim retornar à sedação.

    • •Responsividade não significa falha isoladamente.
    • •Também não garante amnésia, analgesia cirúrgica ou proteção de via aérea.
    • •Definir objetivo de sedação e estratégia de resgate.

    Ventilação e OSA

    Tópico clínicoBula oficial

    Depressão respiratória geralmente menor que com muitos sedativos GABAérgicos em monoterapia, sem segurança absoluta.

    • •Combinações com opioides/hipnóticos aumentam risco.
    • •OSA, obesidade, posição e profundidade podem causar obstrução.
    • •Usar oximetria e capnografia conforme o contexto.

    EEG, sono e BIS

    Tópico clínicoArtigo científico

    Fusos semelhantes ao sono N2 foram descritos, mas o padrão não é idêntico ao sono fisiológico e BIS não é alvo universal.

    • •EEG processado e resposta clínica medem aspectos distintos.
    • •Não converter um número BIS em dose automática.
    • •Integrar com hemodinâmica, ventilação e estímulo.

    Delirium — evidência dependente do contexto

    Tópico clínicoRevisão sistemática

    Metanálises sugerem redução em alguns cenários, mas resultados são heterogêneos e análises com viés de publicação podem perder significância.

    • •Não apresentar prevenção de delirium como benefício garantido.
    • •Equilibrar possível benefício com bradicardia e hipotensão.
    • •Protocolos cardíacos e não cardíacos não são intercambiáveis.

    Recuperação e eventos pós-operatórios

    Tópico clínicoRevisão sistemática

    Síntese perioperatória encontrou menos agitação, tosse, dor, PONV e tremores em alguns estudos, com mais hipotensão e sem aumento claro do tempo de RPA.

    • •Magnitude e certeza variam entre desfechos.
    • •Não usar essa síntese para prescrever dose única universal.
    • •Planejar vigilância hemodinâmica no pós-operatório.

    Intranasal pediátrica — off-label em muitas jurisdições

    Tópico clínicoRevisão sistemática

    Metanálise recente encontrou eficácia para sedação pré-procedimento, mas grande heterogeneidade de início, duração e eventos adversos.

    • •Faixa de 2 a <3 mcg/kg teve melhor equilíbrio em subgrupo de baixo/moderado risco; não é recomendação universal.
    • •Farmacocinética pediátrica estimou biodisponibilidade intranasal próxima de 84% e pico por volta de 46–47 min.
    • •Bradicardia, hipotensão e dessaturação continuam possíveis.

    Perineural — uso off-label

    Tópico clínicoRevisão sistemática

    Foi estudada como adjuvante de anestésico local, com prolongamento de bloqueio em algumas comparações.

    • •Doses estudadas incluem 50 mcg fixos ou 0,5–1 mcg/kg.
    • •Hipotensão, bradicardia e sedação são riscos relevantes.
    • •Evidência comparativa com dexametasona é conflitante; não há superioridade universal.

    Neuroeixo — uso off-label

    Tópico clínicoPendente de revisão

    Intratecal, epidural e caudal aparecem em literatura, mas não há regime universal aprovado ou recomendado nesta biblioteca.

    • •Confirmar formulação sem conservantes e protocolo institucional.
    • •Risco de bradicardia, hipotensão, sedação e prolongamento motor/sensitivo.
    • •Não adicionar automaticamente ao Plano como recomendação.

    Insuficiência hepática

    Tópico clínicoBula oficial

    A redução de depuração é graduada pela gravidade; a bula orienta considerar redução.

    • •Não há percentual automático de ajuste cadastrado.
    • •Titular manualmente e reavaliar recuperação.
    • •Albumina e débito cardíaco podem modificar exposição.

    Obesidade e descritor de peso

    Tópico clínicoArtigo científico

    Peso total pode superestimar depuração e dose escalonada.

    • •Considerar massa livre de gordura/modelo validado quando aplicável.
    • •Evitar regra única sem contexto e protocolo.
    • •Monitorização clínica permanece indispensável.

    Retirada, tolerância e hipertermia

    Tópico clínicoBula oficial

    Uso prolongado pode associar-se a tolerância, taquifilaxia e sintomas de retirada; hipertermia/pyrexia e diabetes insipidus foram relatados.

    • •Evitar interrupção abrupta após exposição prolongada quando o contexto justificar desmame.
    • •Investigar febre sem causa e revisar a droga.
    • •Não há protocolo universal de desmame cadastrado.
    Diferença prática
    Sedação responsiva e menor depressão ventilatória relativa contrastam com hipnose mais previsível e rápida do propofol.
    Evidência
    A escolha depende do objetivo; não há ranking universal.

    Dexmedetomidina × Midazolam

    Mecanismo
    α2/simpaticólise versus GABA-A/amnésia.
    Hemodinâmica
    Dexmedetomidina associa-se mais a bradicardia; midazolam e opioide acentuam depressão ventilatória.
    Diferença prática
    Dexmedetomidina não deve ser presumida amnésica; midazolam não fornece analgesia.
    Evidência
    Escolher por objetivo, contexto e risco.

    Referência e ferramentas para anestesiologia.

    Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

    Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

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    Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

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