Interescalênico | AnesBase
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Parcialmente revisadoMembro superiorplexus block

Interescalênico

Bloqueio do plexo braquial em nível interescalênico, usado principalmente para ombro e braço proximal. Atenção a bloqueio frênico.

Calculadora de dose

Sonoanatomia em camadas

Interescalênico: da orientação ao alvo.

As sobreposições publicadas no atlas aparecem progressivamente; a imagem educacional não substitui aquisição adequada nem treinamento supervisionado.

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Imagem educacional simulada baseada em referências anatômicas. Não substitui treinamento supervisionado.
01

Orientação

Comece pela imagem inteira.

Raízes e troncos entre os músculos escalenos anterior e médio.

02

Marcos anatômicos

Escaleno anterior

Músculo anterior ao sulco interescalênico.

03

Alvo

Raízes/troncos do plexo

Elementos neurais no sulco entre os escalenos.

04

Trajeto e dispersão

Trajeto sugerido da agulha

Trajeto lateral para medial representado para estudo.

Alvo

Troncos superior e médio do plexo braquial no sulco interescalênico

Indicação principal

Cirurgia de ombro · Pode ser técnica principal ou analgesia conforme anestesia associada.

Cobertura

Ombro e braço proximal · Cobertura principal esperada.

Transdutor

Linear de alta frequência · Transversal no pescoço, cerca de 3–4 cm acima da clavícula; rastrear o plexo a partir da região supraclavicular quando útil.

Volume

7–15 mL em adulto na técnica ultrassonográfica descrita.

Risco principal

Pneumotórax · Raro na técnica cervical correta, mas possível com trajetória caudal/insegura.

Alternativa / complemento

Plexo cervical superficial, conforme território e técnica.

Sonoanatomia no ultrassomSimulada

Sonoanatomia interescalênica simulada

Raízes e troncos entre os músculos escalenos anterior e médio.

Imagem ultrassonográfica educacional simulada do sulco interescalênico, sem marcações.Anterior/medialPosterior/lateralProfundoSuperficial
Imagem sem marcaçõesZoom 100% · arraste quando ampliada

Estruturas

Legenda e segurança

Selecione uma estrutura para ver a nota anatômica e de segurança.

Imagem educacional simulada

Imagem educacional simulada baseada em referências anatômicas. Não substitui treinamento supervisionado.

Fonte e autoria
Imagem de autoria própria do projeto — Anesthesia Reference.
Licença e permissão
Ativo próprio do projeto. Ativo original do projeto; não deriva de screenshot, livro, artigo ou aplicativo proprietário.

Nervos envolvidos

  • Raízes/troncos C5–C7 predominantes
  • Tronco inferior C8–T1 pode ser poupado
  • Nervo frênico é estrutura de risco

Músculos e planos

  • Escaleno anterior
  • Escaleno médio
  • Esternocleidomastóideo
  • Sulco entre escalenos anterior e médio
  • Fáscia pré-vertebral

Marcos vasculares e ósseos

  • Jugular externa pode cruzar o campo
  • Carótida e jugular interna mediais; usar Doppler quando necessário
  • Processos transversos cervicais
  • Clavícula como referência inferior

Estruturas a evitar e variações

  • Raízes nervosas
  • Vasos cervicais
  • Pleura
  • Canal vertebral
  • C5 pode atravessar o escaleno anterior; rastrear distalmente se necessário.

Sonoanatomia

Posição, transdutor e alvo

Paciente
Supino, semi-sentado ou decúbito semilateral, cabeça desviada para o lado oposto e ombro ipsilateral relaxado.
Transdutor
Linear de alta frequência · Transversal no pescoço, cerca de 3–4 cm acima da clavícula; rastrear o plexo a partir da região supraclavicular quando útil.
Imagem esperada
Estruturas neurais hipoecoicas entre os músculos escalenos anterior e médio.
Alvo
Plano adjacente aos troncos superior e médio, evitando posicionamento intraneural.
Agulha
in plane · Frequentemente lateral para medial, com alvo entre/ao redor dos troncos, não dentro deles.
Dispersão
Dispersão no sulco interescalênico envolvendo os elementos alvo.

Trajeto da agulha

Frequentemente lateral para medial, com alvo entre/ao redor dos troncos, não dentro deles.

Endpoint

Plano adjacente aos troncos superior e médio, evitando posicionamento intraneural.

Dispersão esperada

Dispersão no sulco interescalênico envolvendo os elementos alvo.

Escaleno anteriorEscaleno médioTroncos/raízes do plexoVasos por DopplerTrajeto esperado do frênico

Técnica passo a passo

  1. 1

    Confirmar e preparar

    Confirmar paciente, procedimento, lado, consentimento, anticoagulação, alergias, dose total e plano de resgate.

  2. 2

    Posicionar e fazer pré-scan

    Posicionar paciente, equipe, tela e transdutor; reconhecer alvo e estruturas de risco antes da antissepsia.

  3. 3

    Realizar timeout

    Executar o momento Prep, Stop, Block imediatamente antes da punção, com confirmação visual do lado.

  4. 4

    Manter a ponta visível

    Avançar a agulha apenas com relação ponta-alvo compreendida; usar Doppler quando pertinente.

    Não avançar nem injetar com imagem insegura.

  5. 5

    Confirmar o plano

    Após aspiração, usar pequeno volume de teste para confirmar o plano e observar separação/dispersão adequada.

  6. 6

    Injetar incrementalmente

    Administrar em alíquotas, com aspiração e reavaliação clínica/ultrassonográfica repetidas.

    Interromper diante de dor intensa, resistência anormal, sinais de injeção intravascular ou dispersão inadequada.

  7. 7

    Avaliar e documentar

    Testar cobertura sensitiva/motora, registrar droga, concentração, volume, dose total, lote conforme rotina, intercorrências e plano de proteção do membro.

Anestésico local

Volume e concentração por fonte

NYSORA

Referências diferentes
Volume
7–15 mL em adulto na técnica ultrassonográfica descrita.
Concentração
Concentração específica não consolidada nesta revisão.
Opções
Selecionar anestésico e concentração conforme objetivo/duração e dose total validada.
Observação
Miller descreve volumes históricos maiores e também sucesso com volumes baixos; as referências são diferentes e técnica/risco frênico importam.

Calcular massa total. Volume isolado não define segurança; somar todos os bloqueios, infiltrações e anestésicos locais.

Adjuvante perineural: clonidina foi estudada, mas o uso é off-label, a certeza da evidência é baixa/variável e há risco de hipotensão, bradicardia e sedação. Não é adicionada automaticamente ao plano.

Ver revisão

Território bloqueado

Cobertura esperada

Ombro e braço proximal

Cobertura principal esperada.

Variável

Face medial do antebraço/mão (C8–T1)

Tronco inferior pode ser poupado.

Não cobre

Mão e punho isolados

Não é a abordagem preferida para território distal ulnar.

Cirurgias e papel do bloqueio

ProcedimentoCoberturaPapelLimitações/complemento
Cirurgia de ombroexcellentprimary anesthesiaPode ser técnica principal ou analgesia conforme anestesia associada.
Clavículapartialadjunct to generalPode exigir complemento do plexo cervical superficial. Plexo cervical superficial, conforme território e técnica.

Contraindicações e cautelas

  • Recusa ou ausência de consentimento compatível com o contexto.
  • Infecção no local de punção.
  • Alergia relevante ao anestésico local planejado.
  • Anticoagulação/coagulopatia: classificar profundidade, compressibilidade e risco com guideline atual.
  • Neuropatia prévia ou anatomia alterada: documentar e individualizar.
  • Reserva pulmonar limitada ou intolerância a paresia hemidiafragmática exige avaliação rigorosa.
  • Bloqueio contralateral do frênico ou disfunção diafragmática aumenta a preocupação.

Falha do bloqueio

  • Aguardar o tempo de instalação validado para a solução utilizada.
  • Testar territórios sensitivos e motores de forma sistemática.
  • Somar toda a dose já administrada antes de qualquer complementação.
  • Se cobertura continuar inadequada, usar plano alternativo preparado; não insistir em técnica insegura.

Complicações específicas

LAST

Crítico

Toxicidade sistêmica por exposição cumulativa ou injeção intravascular.

Prevenir
Calcular dose total, aspirar, injetar incrementalmente e monitorar.
Reconhecer
Sintomas neurológicos ou instabilidade cardiovascular temporalmente relacionados.
Resposta inicial
Interromper injeção, pedir ajuda e seguir protocolo institucional/ASRA atualizado.

Lesão nervosa

Alta

Lesão por agulha, pressão, isquemia ou neurotoxicidade.

Prevenir
Manter ponta visível; não injetar diante de dor intensa ou resistência anormal.
Reconhecer
Dor lancinante, parestesia persistente ou déficit novo.
Resposta inicial
Interromper, avaliar, documentar e acionar seguimento conforme protocolo.

Hematoma ou infecção

Alta

Sangramento ou infecção no trajeto/compartimento.

Prevenir
Assepsia e avaliação de antitrombóticos/coagulação.
Reconhecer
Dor progressiva, edema, sinais sistêmicos ou déficit.
Resposta inicial
Avaliação urgente e investigação conforme localização e gravidade.

Falha do bloqueio

Attention

Cobertura incompleta, territorial ou instalação insuficiente.

Prevenir
Confirmar alvo, dispersão e território antes do estímulo cirúrgico.
Reconhecer
Teste sensitivo/motor incompatível com o procedimento.
Resposta inicial
Reavaliar tempo, território e dose acumulada antes de complementar ou converter.

Paresia hemidiafragmática

Alta

Bloqueio do nervo frênico pode reduzir a função diafragmática ipsilateral.

Prevenir
Avaliar reserva pulmonar; considerar estratégia/abordagem alternativa e menor volume quando validado.
Reconhecer
Dispneia, queda de reserva e alteração da excursão diafragmática.
Resposta inicial
Suporte, monitorização e escalonamento conforme gravidade.

Pneumotórax

Crítico

Raro na técnica cervical correta, mas possível com trajetória caudal/insegura.

Prevenir
Manter ponta visível e reconhecer pleura.
Reconhecer
Dor torácica, dispneia, hipoxemia.
Resposta inicial
Avaliação e manejo urgente conforme protocolo.

Anticoagulação e risco hemorrágico

Risco

intermediate

Compressibilidade

partially_compressible

Vascularidade

Próximo a vasos cervicais.

Aplicar guideline atual para bloqueios profundos/periféricos conforme anatomia individual.

Abrir página de anticoagulação

Checklist do bloqueio

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Referências

3 referênciasMillerASRANYSORA

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

Referência e ferramentas para anestesiologia.

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