Ventilação monopulmonar | AnesBase
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Ventilação monopulmonar

Isolamento pulmonar, fisiologia do shunt, confirmação do dispositivo e resgate da hipoxemia.

Conteúdo revisado · Revisado em 2026-09-18

Monitorização Via aérea

Auditoria de completude

100% dos critérios clínicos preenchidos

Checklist completo
Resumo prático
  • O isolamento pulmonar cria shunt deliberado e permite exposição cirúrgica torácica.
  • Posição do dispositivo deve ser confirmada e reavaliada após posicionamento do paciente ou mudança ventilatória.
  • Ventilação protetora é individualizada; PEEP fixa elevada não é solução universal.
Indicações
  • Cirurgia torácica ou situação que exige isolamento, proteção ou colapso seletivo de um pulmão.

Mapa mental da técnica

Do fundamento à recuperação

Uma leitura sequencial para conectar mecanismo, fisiologia, execução e transição sem transformar o conteúdo em receita fixa.

  1. 01 · Fundamento

    O que a técnica pretende produzir

    • Isola pulmões para exposição cirúrgica ou proteção, usando tubo de duplo lúmen ou bloqueador brônquico conforme contexto.
    • Posição do dispositivo deve ser confirmada e reavaliada após posicionamento.
  2. 02 · Fisiologia

    O que muda no paciente

    • OLV cria shunt no pulmão não ventilado; vasoconstrição pulmonar hipóxica limita, mas não elimina, hipoxemia.
    • Pressão, volume corrente e recrutamento precisam equilibrar oxigenação e lesão pulmonar.
  3. 03 · Execução

    Como a estratégia progride

    • Posicionar e confirmar dispositivo → estabelecer OLV protetora → reavaliar mecânica, gasometria e campo.
    • Hipoxemia: confirmar dispositivo, FiO₂, hemodinâmica, ventilação e aplicar intervenções graduais coordenadas com cirurgia.
  4. 04 · Transição

    Como manter, recuperar e reavaliar

    • Reexpandir com cautela, aspirar secreções quando indicado e planejar extubação conforme reserva.
Princípios e objetivos
  • Isola pulmões para exposição cirúrgica ou proteção, usando tubo de duplo lúmen ou bloqueador brônquico conforme contexto.
  • Posição do dispositivo deve ser confirmada e reavaliada após posicionamento.
Fisiologia aplicada
  • OLV cria shunt no pulmão não ventilado; vasoconstrição pulmonar hipóxica limita, mas não elimina, hipoxemia.
  • Pressão, volume corrente e recrutamento precisam equilibrar oxigenação e lesão pulmonar.
Farmacologia aplicada
  • Anestésicos e vasodilatadores podem modular hemodinâmica pulmonar; efeito clínico depende de dose e contexto.
O que esta técnica não faz
  • SpO₂ normal inicial não exclui deterioração após estabilização do shunt.
Contraindicações / cautelas
  • Não há uma única contraindicação absoluta à ventilação monopulmonar, mas hipoxemia grave, hipertensão pulmonar e reserva limitada exigem estratégia e resgate específicos.
Pré-requisitos
  • Planejar tubo de duplo lúmen ou bloqueador, broncoscopia, ventilador, acesso ao dispositivo após posicionamento e algoritmo de hipoxemia.
Preparação
  • Revisar imagem, lateralidade, função pulmonar, dispositivo, broncoscópio, sucção e plano de hipoxemia.
  • Marcar estratégia de conversão e ventilação bilateral.
Execução conceitual
  • Posicionar e confirmar dispositivo → estabelecer OLV protetora → reavaliar mecânica, gasometria e campo.
  • Hipoxemia: confirmar dispositivo, FiO₂, hemodinâmica, ventilação e aplicar intervenções graduais coordenadas com cirurgia.
Passo a passo
  • Confirmar isolamento por broncoscopia, posicionar o paciente e reconfirmar; iniciar ventilação individualizada com limites de pressão e volume.
  • Na hipoxemia, verificar dispositivo e circuito, FiO₂, recrutamento e PEEP seletivos e opções de oxigenação do pulmão não ventilado em coordenação com cirurgia.
Monitorização
  • Capnografia, oximetria, pressões e volumes ventilatórios e hemodinâmica; gasometria e monitorização invasiva conforme reserva e cirurgia.
Abrir Monitorização
Via aérea
  • O dispositivo de isolamento e a broncoscopia são parte da técnica; deslocamento deve ser presumido diante de mudança súbita.
Abrir Via Aérea
Ventilação
  • Ajustar volume, pressão, frequência e PEEP à mecânica do pulmão dependente; evitar tanto volutrauma quanto atelectasia não tratada.
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Drogas relacionadas
  • Bloqueio neuromuscular, anestésicos e vasoativos são titulados no módulo Drogas conforme ventilação, cirurgia e hemodinâmica.
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Ajustes por contexto
  • Pneumonectomia prévia, DPOC, hipertensão pulmonar, obesidade e cirurgia robótica alteram reserva, acesso e tolerância ao shunt.
Manutenção e recuperação
  • Reexpandir com cautela, aspirar secreções quando indicado e planejar extubação conforme reserva.
Populações e contextos especiais
  • Pneumonectomia prévia, hipertensão pulmonar, hipoxemia basal e cirurgia robótica elevam complexidade.
Complicações
  • Hipoxemia, malposição do dispositivo, trauma de via aérea, aprisionamento aéreo, lesão pulmonar, instabilidade e edema pós-reexpansão.
Falha da técnica / resgate
  • Hipoxemia exige resposta sequencial: comunicar, aumentar oxigênio, confirmar ventilação, hemodinâmica e posição broncoscópica, então aplicar manobras seletivas e retornar ventilação bipulmonar se necessário.
Alertas de segurança
  • Queda de saturação deve motivar confirmação imediata da posição do dispositivo.
  • Estratégias de PEEP e recrutamento precisam ser tituladas; mais pressão não equivale automaticamente a maior segurança.
Síntese da evidência
  • Miller e Barash sustentam fisiologia de shunt e vasoconstrição pulmonar hipóxica; meta-análise contemporânea associa estratégias protetoras a menos complicações pulmonares, sem validar uma combinação fixa de PEEP, volume ou recrutamento para todos.
Integrações clínicas
VentilaçãoVia aéreaMonitorização

Referências e status editorial

3 referênciasMillerBarashMeta-análise 2025
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Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

Versão 0.1.0 · revisão contínua

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