Sequência rápida de indução e intubação | AnesBase
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Sequência rápida de indução e intubação

Estratégia para reduzir o intervalo sem proteção de via aérea em risco de aspiração.

Conteúdo parcialmente revisado · Revisado em 2026-09-18

Monitorização Via aérea

Auditoria de completude

95% dos critérios clínicos preenchidos

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Resumo prático
  • Estratégia de indução para reduzir o tempo entre perda dos reflexos protetores e insuflação do cuff.
  • RSI é um conjunto adaptável de decisões, não uma sequência universal imutável.
  • Oxigenação, primeira tentativa otimizada e resgate de via aérea têm prioridade sobre fidelidade ritual.
Indicações
  • Considerar quando o risco de aspiração e a urgência superam riscos de outras estratégias de via aérea.

Mapa mental da técnica

Do fundamento à recuperação

Uma leitura sequencial para conectar mecanismo, fisiologia, execução e transição sem transformar o conteúdo em receita fixa.

  1. 01 · Fundamento

    O que a técnica pretende produzir

    • Objetivo é reduzir intervalo entre perda de reflexos protetores e via aérea traqueal confirmada em cenário de aspiração.
    • RSI clássica e modificada são famílias de decisões, não ritual único.
  2. 02 · Fisiologia

    O que muda no paciente

    • Apneia segura depende de reserva, pré-oxigenação, consumo de oxigênio, posição e doença pulmonar; dessaturação pode ser rápida.
  3. 03 · Execução

    Como a estratégia progride

    • Pré-oxigenar → induzir/bloquear → manter oxigenação conforme estratégia → intubar → confirmar capnografia.
    • Liberar manobras que pioram laringoscopia ou ventilação e chamar ajuda precocemente.
  4. 04 · Transição

    Como manter, recuperar e reavaliar

    • Após confirmação, proteger contra hipotensão pós-indução e planejar descompressão/aspiração quando indicada.
Princípios e objetivos
  • Objetivo é reduzir intervalo entre perda de reflexos protetores e via aérea traqueal confirmada em cenário de aspiração.
  • RSI clássica e modificada são famílias de decisões, não ritual único.
Fisiologia aplicada
  • Apneia segura depende de reserva, pré-oxigenação, consumo de oxigênio, posição e doença pulmonar; dessaturação pode ser rápida.
Farmacologia aplicada
  • Hipnótico e bloqueador devem ter início compatível com o contexto; escolha considera hemodinâmica e contraindicações específicas.
O que esta técnica não faz
  • Não elimina aspiração e não justifica intubação sem plano de oxigenação.
Contraindicações / cautelas
  • Via aérea prevista como impossível após indução pode favorecer estratégia acordada; instabilidade e fisiologia crítica exigem adaptação individual.
Pré-requisitos
  • Avaliar aspiração e via aérea, posicionar, pré-oxigenar, preparar sucção, fármacos, vasopressor, plano A–D e comunicar a equipe.
Preparação
  • Otimizar pré-oxigenação e hemodinâmica, preparar sucção, plano A/B/C/D, dispositivo e confirmação por capnografia.
  • Definir previamente se ventilação suave será usada e como pressão cricoide será aplicada/liberada.
Execução conceitual
  • Pré-oxigenar → induzir/bloquear → manter oxigenação conforme estratégia → intubar → confirmar capnografia.
  • Liberar manobras que pioram laringoscopia ou ventilação e chamar ajuda precocemente.
Passo a passo
  • Pré-oxigenar e otimizar fisiologia, administrar agentes planejados, minimizar intervalo desprotegido e realizar a primeira tentativa com técnica otimizada.
  • Confirmar capnografia, insuflar cuff e somente então prosseguir para manutenção.
Monitorização
  • Monitorização básica, capnografia contínua após intubação e vigilância hemodinâmica intensificada em paciente crítico.
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Via aérea
  • Videolaringoscopia, bougie ou estilete e estratégia de resgate devem ser escolhidos antes da indução; pressão cricoide não deve impedir ventilação ou laringoscopia.
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Ventilação
  • Ventilação suave durante o período de apneia pode ser apropriada quando o risco de hipoxemia supera o risco teórico de insuflação, conforme plano individual.
Abrir Ventilação
Drogas relacionadas
  • Hipnótico, bloqueador neuromuscular e vasoativo devem ser selecionados no módulo Drogas conforme fisiologia, não por rotina fixa.
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Ajustes por contexto
  • Gestação, obesidade, pediatria, choque, hipoxemia e hipertensão intracraniana modificam posição, pré-oxigenação, fármacos e tolerância à apneia.
Manutenção e recuperação
  • Após confirmação, proteger contra hipotensão pós-indução e planejar descompressão/aspiração quando indicada.
Populações e contextos especiais
  • Gestação, obesidade, pediatria, choque e obstrução intestinal exigem adaptações distintas.
Complicações
  • Hipoxemia, hipotensão, intubação difícil, aspiração, trauma, broncoespasmo e consciência quando hipnose ou manutenção são inadequadas.
Falha da técnica / resgate
  • Se a intubação falhar, priorizar oxigenação e seguir o algoritmo de via aérea difícil; abandonar manobras que prejudiquem ventilação.
Alertas de segurança
  • RSI não garante prevenção de aspiração.
  • A técnica deve preservar uma rota explícita de oxigenação e resgate.
Síntese da evidência
  • Miller/Barash e diretrizes de via aérea sustentam pré-oxigenação, preparo de falha e confirmação por capnografia; cricoide e ventilação suave permanecem contextuais.
Integrações clínicas
Via aéreaDrogas anestésicasMonitorização

Referências e status editorial

3 referênciasMillerBarashDAS 2025
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Versão 0.1.0 · revisão contínua

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